Nova pesquisa BTG/Nexus testa Lula x Flávio após julgamento sobre Moraes no STF

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A próxima pesquisa BTG/Nexus sobre a corrida presidencial, prevista para ser divulgada na segunda-feira, 21, a duas semanas de o eleitor ir às urnas, será a primeira rodada do instituto depois do julgamento no Supremo Tribunal Federal que colocou no centro da crise da Corte as suspeitas envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A sessão extraordinária realizada nesta terça-feira, 15, discutiu se deveria prosseguir uma investigação sobre Moraes e foi marcada por confrontos públicos entre ministros.
O levantamento também chegará depois de uma rodada em que Luiz Inácio Lula da Silva retomou a vantagem numérica sobre Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. Na pesquisa divulgada na segunda-feira, 14, o presidente marcou 47%, contra 46% do senador do PL. A diferença de 1 ponto estava dentro da margem de erro e mantinha os dois em empate técnico.
A nova pesquisa terá campo entre sexta-feira, 18, e domingo, 20, e voltará a testar Lula e Flávio tanto no primeiro quanto no segundo turno. O questionário inclui ainda novas perguntas sobre os motivos do voto, quem o eleitor acredita que vencerá a eleição e o grau de conhecimento das propostas apresentadas pelos candidatos.
Lula continuará numericamente à frente de Flávio no segundo turno?
Esse será novamente um dos principais números da rodada.
Na última BTG/Nexus, Lula passou de 45% para 47% no confronto direto, enquanto Flávio permaneceu em 46%. O movimento fez o presidente recuperar a dianteira numérica que havia perdido na semana anterior, mas os dois continuaram tecnicamente empatados.
A nova pesquisa repetirá o confronto entre Lula e Flávio e também testará o presidente contra Augusto Cury, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos.
Além da intenção de voto, a Nexus vai perguntar, especificamente no cenário Lula x Flávio, se a decisão para o segundo turno já está tomada ou ainda pode mudar. Entre aqueles que admitirem uma troca, o instituto vai investigar qual seria a segunda escolha, incluindo a possibilidade de não comparecer, votar em branco ou anular.
O que mostrou a última pesquisa BTG/Nexus?
Na rodada divulgada em 14 de setembro, Lula apareceu com 47% contra 46% de Flávio no segundo turno, em empate técnico. O presidente também apareceu numericamente à frente dos demais adversários testados: 47% a 41% contra Caiado, 49% a 39% contra Zema, 48% a 37% contra Renan Santos e 45% a 42% contra Augusto Cury.
No principal cenário estimulado de primeiro turno, Lula marcou 42%, ante 37% de Flávio. Cury apareceu com 6%, Caiado com 5%, Renan com 2%, e Zema e Samara com 1% cada. Brancos, nulos ou nenhum somaram 4%, e 2% não souberam ou não responderam.
Na espontânea, Lula tinha 40% e Flávio, 34%. Cury registrava 5%, enquanto Caiado e Renan apareciam com 2% cada e Zema, com 1%.
A disputa seguirá concentrada em Lula e Flávio?
A rodada anterior mostrou uma concentração crescente das intenções de voto nos dois principais candidatos.
Segundo a Nexus, os nomes fora da dupla Lula-Flávio haviam passado de uma soma de 21% para 15% em duas semanas. Ao mesmo tempo, Lula e Flávio chegaram juntos a 79% das intenções de voto no cenário estimulado.
A nova rodada voltará a apresentar Lula, Flávio, Renan Santos, Zema, Ronaldo Caiado, Augusto Cury, Samara, Edmilson Costa, Hertz Dias, Rui Costa Pimenta, Veterinário Wilson Grassi e Clariana Barão. Desta vez, o questionário traz apenas esse cenário estimulado, sem a alternativa com Pablo Marçal presente na rodada anterior.
O eleitor está votando por convicção ou para impedir outro candidato?
Uma das novidades da pesquisa será a investigação sobre a motivação do voto.
Depois de escolher um candidato no primeiro turno, o entrevistado será questionado se considera aquele nome seu candidato ideal, se não o considera ideal mas o vê como a melhor opção disponível ou se está votando nele para evitar a vitória de outro candidato.
Para quem responder que pretende impedir a eleição de alguém, a Nexus perguntará diretamente qual candidato o eleitor tenta derrotar.
O recorte permitirá medir quanto do apoio aos principais nomes é resultado de adesão ao próprio candidato e quanto está associado à rejeição a um adversário.
Quem o eleitor acredita que vai vencer?
A pesquisa traz também uma pergunta independente da intenção de voto.
O entrevistado será questionado espontaneamente sobre quem acredita que vencerá a eleição presidencial, mesmo que pretenda votar em outro candidato.
O dado permitirá comparar a preferência eleitoral com a percepção do eleitor sobre quem está em melhores condições na disputa, sem que isso represente uma previsão do instituto sobre o resultado.
O eleitor conhece as propostas do candidato em quem pretende votar?
Outro bloco novo vai medir quanto os eleitores conhecem as propostas dos próprios candidatos.
Quem declarar voto em algum nome no primeiro turno será perguntado se tomou conhecimento das propostas desse candidato para saúde pública, educação, infraestrutura e mobilidade, emprego e condições de trabalho, economia, segurança pública e combate à corrupção.
O levantamento poderá mostrar em quais temas as campanhas conseguiram tornar suas propostas mais conhecidas e onde há maior desconhecimento entre os próprios eleitores de cada candidato.
Quanto do voto ainda pode mudar?
A Nexus voltará a medir a consolidação das escolhas no primeiro turno e a segunda opção daqueles que ainda admitem mudar de candidato.
Na última rodada, 83% dos eleitores que haviam escolhido algum nome diziam que a decisão estava tomada e não mudaria. Outros 17% ainda admitiam trocar de voto. Entre os eleitores de Lula, 89% declaravam decisão definitiva; entre os de Flávio, eram 86%.
Entre os que ainda podiam mudar, Augusto Cury era a principal segunda opção, com 17%, seguido por Lula, com 14%, Caiado, com 13%, e Flávio, com 12%.
Como estarão a rejeição e o potencial de voto?
A pesquisa também atualizará o potencial de voto e a rejeição de Lula, Flávio, Cury, Caiado, Zema e Renan.
Na rodada anterior, Lula tinha 50% de potencial de voto e 48% de rejeição. Flávio aparecia no movimento inverso, com 48% de potencial e 50% de rejeição. Cury tinha potencial de 42% e rejeição de 33%.
A nova pesquisa repetirá a pergunta que permite ao eleitor dizer se determinado candidato é o único em quem votaria, se poderia escolhê-lo mas também considera outro nome, se não votaria nele de jeito nenhum ou se não o conhece.
A aprovação do governo Lula vai manter a melhora da última rodada?
O levantamento voltará a medir a avaliação e a aprovação do governo Lula.
Na semana passada, a aprovação passou de 45% para 47%, enquanto a desaprovação oscilou de 50% para 49%. Com isso, a diferença entre os dois indicadores caiu de 5 para 2 pontos percentuais. Na avaliação qualitativa, 37% consideravam o governo ótimo ou bom, 18% regular e 44% ruim ou péssimo.
A pesquisa também vai avaliar a percepção sobre a economia do país e a situação financeira pessoal, comparar o momento atual com o governo encerrado em 2022 e medir as expectativas para os próximos seis meses.
Qual a metodologia da pesquisa?
A nova pesquisa BTG/Nexus está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00485/2026. Serão entrevistados 2.000 eleitores de 16 anos ou mais, com título eleitoral, entre os dias 18 e 20 de setembro. As entrevistas serão feitas por telefone, com seleção aleatória estratificada por DDD. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A divulgação está prevista para segunda-feira, 21 de setembro.
VEJA+IA: Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
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