Política

Nova pesquisa mostra disputa entre Flávio e Lula a nove dias do segundo turno

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial, segundo pesquisa Gerp divulgada nesta sexta-feira, 16. Considerando apenas os votos válidos, o candidato do PL tem 52% das intenções de voto, contra 48% do petista. 

O levantamento mostra uma redução numérica da vantagem do senador em relação à pesquisa anterior, divulgada no dia 12 de outubro. Na ocasião, Flávio registrava 55% dos votos válidos, enquanto Lula tinha 45%. Agora, o senador oscila três pontos para baixo, e o presidente, três para cima. A distância entre os dois passou de dez para quatro pontos percentuais.

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A margem de erro geral da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95,55%.

Nos votos válidos, são excluídos os eleitores que declaram não votar em nenhum dos candidatos e aqueles que não sabem ou não respondem. Esse é o critério utilizado pela Justiça Eleitoral na apuração do resultado das eleições.

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Como está a disputa nos votos totais?

No cenário estimulado, que considera todos os entrevistados, Flávio Bolsonaro registra 50% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 45%. Outros 3% não sabem em quem votar e 2% afirmam que não escolheriam nenhum dos dois.

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Na comparação com a rodada de 12 de outubro, Flávio passou de 53% para 50%, enquanto Lula oscilou de 44% para 45%. A vantagem do senador, que era de nove pontos, passou para cinco.

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Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados indicam seu candidato sem receber uma lista de nomes, Flávio tem 49%, contra 44% de Lula. Outros 7% não sabem responder e 1% cita outros nomes. A diferença de cinco pontos também é estatisticamente significativa.

Na medição anterior, Flávio registrava 50% na espontânea, e Lula, 40%. A distância entre os dois, portanto, passou de dez para cinco pontos.

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Onde Flávio Bolsonaro e Lula têm suas maiores vantagens?

Flávio Bolsonaro apresenta seus melhores resultados no Sul, onde reúne 67% dos votos válidos, contra 33% de Lula, e no Centro-Oeste, onde registra 66%, diante de 34% do presidente.

No Norte, o senador tem 61%, ante 39% do petista. No Sudeste, a vantagem é menor: 55% a 45%.

Lula, por sua vez, mantém uma vantagem expressiva no Nordeste. Na região, o presidente alcança 65% dos votos válidos, enquanto Flávio registra 35%.

O levantamento também identifica diferenças importantes entre homens e mulheres, faixas etárias e níveis de renda.

Nos votos totais, Flávio Bolsonaro tem 58% das intenções de voto entre os homens, contra 38% de Lula. Entre as mulheres, o cenário se inverte: o presidente registra 52%, enquanto o senador aparece com 42%.

O recorte por renda revela outra divisão. Entre os eleitores com renda familiar de até um salário mínimo, Lula alcança 66% das intenções de voto, diante de 28% de Flávio. Já entre aqueles com renda de dois a cinco salários mínimos, o senador aparece com 61%, contra 34% do presidente.

Por idade, Flávio registra 56% entre os eleitores de 35 a 44 anos, ante 41% de Lula. O petista apresenta índices mais elevados entre os entrevistados de 45 a 59 anos, com 49%, e entre aqueles de 60 anos ou mais, com 51%.

Quantos eleitores ainda admitem mudar de voto?

Entre os entrevistados que declararam voto em Flávio Bolsonaro ou Lula, 97% afirmam que a escolha está totalmente definida. Apenas 2% admitem que ainda podem mudar de candidato, enquanto 1% não sabe responder.

Os percentuais são semelhantes entre os dois grupos. Entre os eleitores de Flávio, 98% dizem ter a decisão tomada, contra 97% dos que pretendem votar em Lula. A diferença não é estatisticamente significativa.

Na rodada anterior, o percentual geral de eleitores com o voto totalmente definido também estava em patamar elevado, o que indica estabilidade desse indicador.

Quem os brasileiros acreditam que vai ganhar a eleição?

A vantagem de Flávio Bolsonaro é maior quando os entrevistados são questionados sobre quem acreditam que vencerá a eleição, independentemente de seu próprio voto. Nesse indicador, 57% apontam o senador como provável vencedor, enquanto 36% mencionam Lula. Outros 6% não sabem responder. Trata-se de uma medida da expectativa dos eleitores, e não de uma projeção do resultado eleitoral.

Na pesquisa anterior, Flávio registrava 59% nesse quesito, e Lula, 35%. A distância passou de 24 para 21 pontos percentuais.

O cenário muda quando a pergunta trata do preparo dos candidatos para governar o Brasil. Nesse caso, Lula aparece numericamente à frente, com 46%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 45%. Os dois estão tecnicamente empatados. Outros 5% consideram que nenhum deles está preparado, e 4% não sabem responder.

Na rodada de 12 de outubro, Flávio tinha 50% nesse indicador, contra 43% do petista.

Como está a rejeição de Lula e Flávio Bolsonaro?

A rejeição dos candidatos também apresenta um empate técnico.

Segundo a Gerp, 49% dos entrevistados afirmam que não votariam de jeito nenhum em Lula, enquanto 46% dizem o mesmo sobre Flávio Bolsonaro.

A diferença de três pontos percentuais não é estatisticamente significativa. Outros 3% não sabem responder, 1% afirma que não votaria em nenhum dos dois e 1% diz que votaria em qualquer um.

Na rodada anterior, a rejeição a Lula era de 53%, enquanto a de Flávio Bolsonaro estava em 42%. Agora, a distância entre os índices passou de onze para três pontos percentuais.

Os recortes por renda mostram diferenças relevantes. Entre os eleitores com rendimento de até um salário mínimo, a rejeição ao senador alcança 64%, contra 31% do presidente. Já entre os homens, Lula apresenta rejeição de 57%, enquanto Flávio registra 38%.

O governo Lula é mais aprovado ou desaprovado?

A avaliação do trabalho realizado pela Presidência da República apresenta equilíbrio entre aprovação e desaprovação.

De acordo com a Gerp, 48% dos entrevistados desaprovam o desempenho do governo, enquanto 46% aprovam. Outros 6% não sabem responder.

A diferença de dois pontos percentuais caracteriza empate técnico.

Na pesquisa de 12 de outubro, a desaprovação estava em 49%, e a aprovação, em 45%. As oscilações foram de um ponto percentual em cada indicador.

A série histórica mostra que a desaprovação ficou numericamente acima da aprovação nas doze medições divulgadas pelo instituto desde junho, embora a distância tenha variado ao longo do período.

Qual candidato chama mais a atenção na campanha?

Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula quando os eleitores são questionados sobre qual candidato está chamando mais sua atenção de maneira positiva. O senador é mencionado por 49% dos entrevistados, enquanto o presidente registra 44%. A diferença de cinco pontos percentuais é estatisticamente significativa.

Na rodada anterior, Flávio tinha 52%, e Lula, 41%. A vantagem do senador nesse indicador passou de onze para cinco pontos percentuais.

O resultado é diferente quando a pergunta trata da frequência com que os candidatos são vistos nas campanhas eleitorais. Nesse caso, Lula aparece com 43%, enquanto Flávio tem 40%. A diferença está dentro dos limites do empate técnico.

Outros 12% não sabem dizer qual dos candidatos têm visto com maior frequência, e 5% afirmam não ter visto nenhum deles.

Em 12 de outubro, Flávio aparecia com 46% nesse indicador, contra 39% de Lula.

Quem faz a melhor propaganda eleitoral na televisão?

Segundo o levantamento, 53% dos entrevistados afirmam ter assistido à propaganda dos candidatos à Presidência, considerando tanto o horário eleitoral quanto as inserções exibidas durante a programação. Outros 44% dizem não ter visto as peças publicitárias, enquanto 3% não sabem responder.

Entre os 1.253 entrevistados que declararam ter acompanhado a propaganda, há empate entre os dois candidatos na avaliação sobre quem produz as melhores peças. Flávio Bolsonaro e Lula aparecem com 47% cada. Outros 5% não sabem responder e 2% não consideram a propaganda de nenhum dos dois a melhor.

Na rodada anterior, 54% dos eleitores afirmavam ter visto a propaganda eleitoral na televisão.

Quais problemas do Brasil mais preocupam os eleitores?

A violência permanece como o problema mais mencionado pelos brasileiros entre aqueles que podem interferir na decisão do voto. Segundo a Gerp, 43% dos entrevistados incluem a violência entre os três problemas mais graves do país. O tema aparece à frente da falta de hospitais, citada por 22%, e da falta de médicos, mencionada por 21%.

Os impostos considerados muito altos aparecem na sequência, com 17%. Escolas ruins e corrupção são citadas por 16% dos entrevistados cada. O custo de vida elevado é mencionado por 9%, enquanto o desemprego aparece com 8% e a falta de escolas, com 7%.

Outros problemas, como falta de cursos profissionalizantes e uso de drogas, recebem 2% das menções cada. A situação dos moradores de rua aparece com 1%. Os entrevistados podiam apontar até três problemas, razão pela qual a soma dos percentuais ultrapassa 100%.

Na comparação com a pesquisa de 12 de outubro, as menções à violência passaram de 41% para 43%. A falta de hospitais oscilou de 18% para 22%, enquanto a falta de médicos passou de 20% para 21%. Já a corrupção registrou 16% na pesquisa atual, ante 20% na rodada anterior.

Como foi feita a pesquisa Gerp?

A Gerp Mercadologia ouviu 2.400 eleitores em todo o território nacional entre os dias 14 e 16 de outubro de 2026.

As entrevistas foram realizadas por telefone, por meio do sistema GerpCati, com seleção eletrônica dos números e controle de cotas. Os resultados foram ponderados considerando sexo, idade, escolaridade, renda e região, com base em dados populacionais do IBGE.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95,55%.

O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto, sem contratação por candidatos, partidos ou coligações.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05187/2026.

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