Economia

O bom projeto de Afif Domingos

A estrutura básica tende a ser viabilizada por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada), em que as empresas poderiam explorar áreas comerciais e residenciais, ao passo que se responsabilizariam pelos custos de construção dos novos prédios públicos e pela sua manutenção, por determinado prazo. Após transcorrido esse período inicial, tudo passaria às mãos do Estado.

A PPP é um instituto inteligente, porque reduz o fardo fiscal de uma iniciativa grandiosa como esta e agrega a agilidade própria da iniciativa privada. Claro que haverá custos orçamentários, uma vez que o Estado terá de se comprometer com contraprestações, como é próprio dos modelos de PPP.

O governo do estado já editou um Decreto de Utilidade Pública para delimitar a área onde o novo centro administrativo será erguido. A partir disso, pode-se avançar com a análise do custo necessário para desapropriação/indenização e avaliações gerais sobre os valores dos imóveis hoje instalados na área.

Outro aspecto muito interessante: será promovido um concurso para escolha do projeto arquitetônico, que precisará ser, portanto, contratado pelo setor privado, quando do avanço da PPP. Além disso, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), tradicional núcleo de projetos e pesquisas de São Paulo, que conta com figuras como Andrea Calabi, Carlos Luque e Francisco Vidal Luna, com vasta experiência na academia e nos setores público e privado, elaborou um estudo técnico de viabilidade econômica da transferência da Administração Estadual para o bairro dos Campos Elísios.

O caminho está pavimentado e o projeto nasce sob boas perspectivas. A união entre o Estado, a Prefeitura e o setor privado será crucial para que nossa cidade ganhe uma nova esperança de ter o Centro de volta.

Minha sugestão a Afif é que, por meio da Associação Comercial de São Paulo, mobilize as associações de restaurantes, bares e diferentes núcleos hoje articulados em torno dos setores com atividade importante na região central, a fim de formar um Comitê de Governança e Colaboração, o que daria ainda maior legitimidade à proposta. Igualmente, poder-se-ia compor um Conselho de Especialistas em Urbanismo e Políticas Públicas Municipais, para dar sugestões, acompanhar o planejamento, elaboração e execução do projeto.

Matéria: UOL Economia

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