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‘O que Boulos fez foi crime eleitoral’

O que aconteceu

Boulos publicou nas redes sociais uma montagem com a manchete “Boulos lidera com 34% contra qualquer adversário!”. A publicação foi feita após a divulgação da pesquisa eleitoral do RealTime Big Data.

A ilustração exibia um gráfico de barras com Boulos na liderança. O psolista aparecia seguido por Nunes, com 29%, Ricardo Salles (PL-SP), com 12%, Marcos Pontes (PL-SP), com 11%, e Padre Kelmon (PRD), com 1%. Os números foram compilados de três cenários diferentes apresentados aos entrevistados pelo instituto.l

A diferença de tamanho entre as barras de Boulos e Nunes estava fora de proporção: cinco pontos percentuais separam os índices de intenção de votos dos pré-candidatos. Como a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados. No gráfico publicado pela equipe do pré-candidato do PSOL, porém, a barra que representava o índice de Boulos estava muito maior que a de Nunes, causando a impressão de que a diferença nos percentuais era maior do que aquela que foi, de fato, auferida pelo instituto de pesquisa.

Além da imprecisão gráfica, Tabata Amaral, a terceira colocada no principal cenário de pesquisa estimulada, questionou a exclusão do seu nome na montagem apresentada na publicação. “Ele simplesmente retirou meu nome”, reagiu Tabata em publicação no Instagram. “Eu pergunto para vocês: o que é isso? É estatística criativa? É erro, alguém não tinha noção do que estava fazendo? Ou é safadeza mesmo?”, disse.

Justiça mandou derrubar a publicação de Boulos. O juiz Antonio Maria Patiño Zorz, da Justiça Eleitoral de São Paulo, atendeu ontem a dois pedidos, apresentados por Tabata Amaral e pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Matéria: UOL Notícias

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