Economia

O que muda com o novo modelo de meta para a inflação

Limite será descumprido sempre que o índice furar a meta por seis meses seguidos. As variações permanecem definidas pelo Conselho Monetário Nacional. Para 2025, o centro da meta deve ser de 3% e admite um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual, permitindo que a inflação oscile entre 1,5% e 4,5% no acumulado em 12 meses.

Descumprimento da meta exigirá justificativa do Banco Central. Sempre que a inflação ultrapassar o intervalo de tolerância, caberá à autoridade monetária o envio de um documento ao Ministério da Fazenda. O texto deve descrever as causas do descumprimento, as medidas necessárias para assegurar o retorno da inflação à meta e o prazo esperado para as medidas produzirem efeito.

Banco Central fica obrigado a divulgar Relatório de Política Monetária. Outra determinação estabelecida cobra a publicação do documento ao final de cada trimestre. O texto deve justificar as decisões do Copom (Comitê de Política Monetária), responsável pela definição da taxa básica de juros, e apresentar as medidas adotadas para manter a inflação dentro da meta.

Lula aprovou novo formato de metas para a inflação após reunião com Gabriel Galípolo. Defendido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, desde o meio do ano passado, o novo modelo foi confirmado após encontro entre o presidente e o cotado para ser o futuro presidente do Banco Central. “É a primeira vez que um governo assume uma meta exigente para garantir o poder de compra do salário”, disse Haddad em entrevista no dia 7 de junho.

Analistas divergem

Alteração visa inibir eventuais choques inflacionários. A mudança da regra é vista como positiva por parte do mercado financeiro, que prevê maior previsibilidade ao redor da variação de preços e da condução da política monetária. “O ideal realmente é esse. Vamos pensar em 12 meses a partir de agora para o Banco Central trabalhar na função atribuída a ele”, diz Pedro Afonso Gomes, presidente do Corecon-SP (Conselho Regional de Economia).

Matéria: UOL Economia

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