Os grupos do eleitorado mais interessados na eleição, segundo pesquisa

A seis dias do primeiro turno das eleições, 55% dos eleitores afirmam ter “muito interesse” na disputa, e outros 22% declaram ter “interesse razoável”. A taxa de “pouco interesse” é de 11%, e a de “nenhum interesse”, 9%. Outros 3% não souberam ou não quiseram responder.
Os números são da nova rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira.
O interesse pela eleição atinge seu pico entre os brasileiros que ganham mais (72% declaram “muito interesse” na faixa acima de 5 salários mínimos) e os com maior instrução formal (69% entre quem estudou até o Ensino Superior). E também se mostra maior entre os homens (62%, contra 49% das
mulheres), praticantes de outras religiões (61%), eleitores com mais de 60 anos (61%), trabalhadores do mercado formal (60%) e moradores da Região Sul (60%).
Em sentido oposto, o baixo engajamento afeta principalmente os mais pobres e os desempregados. Na faixa de renda de até 1 salário mínimo, apenas 39% dizem ter muito interesse pelas eleições, mesmo índice entre os desocupados.
“O interesse pela corrida eleitoral reflete o grau de estabilidade socioeconômica da população”, analisa Marcelo Tokarski, CEO da Nexus. “Enquanto a classe alta e os eleitores com ensino superior acompanham a política de perto, o eleitor de menor renda e o desempregado estão absorvidos pelas
demandas diárias. Para esse grupo mais vulnerável, a política muitas vezes pode parecer distante da realidade imediata”, conclui.
A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou, por telefone, 2. 000 pessoas entre os dias 25 e 27 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
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