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Para aliados, faltaria ‘coragem’ a Moraes para prender Bolsonaro

O parlamentar comparou a rivalidade entre Moraes e Bolsonaro a uma “desavença de pátio de colégio”, sujeita a uma certa ponderabilidade cômica. “Se quisesse, Moraes poderia quebrar as pernas de Bolsonaro”, afirmou, entre risos. “Mas a demora da reação compromete a seriedade da cena. É nítida a ausência de propósito. A prisão preventiva seria uma covardia.”

A notícia do New York Times sobre os dois pernoites de Bolsonaro na sede da representação diplomática brasiliense do amigo ditador Viktor Orbán veio à luz em 25 de março. Moraes intimou a defesa a se explicar. E requisitou manifestação da Procuradoria-Geral da República.

A defesa sustentou que não havia razões para que Bolsonaro receasse ser preso. Portanto, seria absurdo supor que dormiu duas noites na embaixada húngara para ficar fora do alcance da Polícia Federal ou negociar um pedido de refúgio diplomático.

O teor do parecer da Procuradoria-Geral, encaminhado ao Supremo na última quinta-feira, permanece em segredo. Nos bastidores, diz-se que o documento do Ministério Público Federal exclui a hipótese de prisão preventiva. A posição pode ser acatada ou desprezada por Moraes, dono da palavra final.

A prisão não é única medida cautelar à disposição. Há alternativas menos gravosas. Moraes já havia ordenado o recolhimento do passaporte de Bolsonaro. Pode impor ao investigado o uso de tornozeleira eletrônica. Também pode obrigá-lo a apresentar-se semanalmente perante o Judiciário.

O bolsonarismo aposta que o ministro do Supremo optará pela inação. Avalia-se que Moraes deixará tudo como está, para ver como é que fica.

Matéria: UOL Notícias

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