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Participação de russos e bielorrussos na cerimônia de abertura de Paris-2024 será avaliada pelo COI em março

A participação de atletas russos e bielorrussos na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris 2024 será discutida na próxima reunião do conselho executivo do Comitê Olímpico Internacional em 19 de março, disse o COI na quarta-feira (6).

O diretor executivo dos Jogos Olímpicos do COI, Christophe Dubi, disse que o assunto será discutido na “próxima sessão”, marcada para 19 de março em Lausanne, Suíça.

“Até o momento, não é o caso; atletas com passaporte russo ou bielorrusso e participantes dos Jogos não foram proibidos (de participar da cerimônia)”, disse o presidente da Comissão de Coordenação do COI, Pierre-Olivier Beckers-Vieujant, em uma coletiva de imprensa.

O COI disse à Reuters que a Rússia está na pauta de todas as reuniões do Conselho Executivo e que uma decisão não será tomada em 19 de março.

O Comitê Paralímpico Internacional (IPC) disse na quarta-feira que atletas russos e bielorrussos que participarem dos Jogos Paralímpicos não farão parte da cerimônia de abertura. Atletas russos e bielorrussos não podem participar de competições em equipe nos Jogos de 26 de julho a 11 de agosto, mas podem participar como neutros —sem bandeiras ou hinos sendo tocados.

O COI havia sancionado a Rússia e Belarus após a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, que Moscou chama de ‘operação militar especial’, mas desde então abriu caminho para o retorno deles às competições internacionais.

“Desde o início, o COI quis expressar seu apoio aos atletas e garantir que não houvesse discriminação com base nos passaportes que possuem”, disse Beckers-Vieujant aos repórteres. “Dizemos que estamos prontos para recebê-los, é claro, com base nas decisões tomadas pelas federações internacionais.

Um certo número passará pelos critérios de qualificação, e faremos todas as verificações de elegibilidade. Se eles não vierem, estará em suas mãos, e espero que esteja mais em suas mãos do que nas do Estado russo”, acrescentou ao ser questionado sobre um possível boicote russo aos Jogos.

“Nosso desejo é que um atleta qualificado que não apoie o conflito iniciado pela Rússia possa participar das Olimpíadas.”

Folha de São Paulo

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