PCDs em Goiás têm taxa de ocupação de 35%

No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (PCD), celebrado nessa segunda-feira (21/9), dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que ainda há desafios importantes de inclusão e acessibilidade em Goiás. A participação de PCDs no mercado de trabalho foi 26,6 pontos percentuais menor que a de pessoas sem deficiência. Na prática, a diferença aparece tanto na proporção de pessoas que estão trabalhando quanto no rendimento de quem consegue ocupar uma vaga. Entre PCDs, a taxa de ocupação é de 35%, enquanto entre aquelas sem deficiência o índice chega a 61,6%.
A desigualdade também aparece no bolso. Em 2022, o rendimento médio das pessoas com deficiência ocupadas em Goiás era de R$ 1.432. Entre os trabalhadores sem deficiência, a média chegava a R$ 1.727. O levantamento considera 481,3 mil pessoas com deficiência viviam no estado em 2022 (período do último Censo), o equivalente a 7% da população com 2 anos ou mais.
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Taxa de ocupação em Goiás
Comparação entre pessoas com e sem deficiência, segundo o IBGE (2022)
Diferença: 26,6 pontos percentuais
Fonte: IBGE
Os números também ajudam a mostrar quem são as pessoas que fazem parte desse grupo no estado. A proporção de mulheres com deficiência era de 7,7%, acima dos 6,2% registrados entre os homens. Entre a população indígena, o percentual era ainda maior, chegando a 10,9%.
A idade é outro ponto que chama atenção. Cerca de uma em cada cinco pessoas com deficiência em Goiás tinha 60 anos ou mais, o equivalente a 20,9% desse grupo.
Pessoas com deficiência em Goiás
Percentual da população com 2 anos ou mais, em 2022
PCDs: 7%
Demais pessoas: 93%
Em Goiás, havia 481,3 mil pessoas com deficiência em 2022.
Fonte: IBGE
Acessibilidade avança nas escolas
Quando o recorte passa para a educação, os dados mais recentes mostram uma evolução na oferta de recursos de acessibilidade nas escolas goianas. Em 2019, 79,8% das unidades tinham pelo menos um recurso destinado a estudantes com deficiência. Em 2025, esse percentual subiu para 93,1%.
A estrutura estava presente em 91,9% das escolas públicas e em 96,7% das particulares. Goiás também aparece entre os estados com maior presença de profissionais de apoio: em 2025, 49,4% das escolas tinham esses profissionais, atrás apenas de Mato Grosso, com 51,4%.
Os dados mostram que Goiás avançou na oferta de recursos de acessibilidade nas escolas, mas também revelam que a inclusão ainda não acontece da mesma forma em todas as etapas da vida. Para as 481,3 mil pessoas com deficiência que vivem no estado, as diferenças aparecem desde o acesso à educação até a possibilidade de conseguir um emprego e ter uma renda maior.
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