Economia

Perse custa R$ 6,4 bi se usado corretamente, diz estudo

Portanto, para estimar o custo do Perse em 2023, o levantamento usou outras bases de dados. Foram utilizados dados das Notas Fiscais Eletrônicas, disponíveis até junho de 2023, e da Pesquisa de Serviços do IBGE, com dados de receita por grupos de atividade, para obter dados do setor até o final de 2023. “Temos bastante segurança para defender a metodologia, que foi baseado em dados públicos”, diz Alessandra Ribeiro, sócia da consultoria Tendências.

A consultoria alerta que eventuais fraudes ou movimentações atípicas dentro das categorias econômicas elegíveis ao programa podem afetar os cálculos. Essas informações estão restritas aos órgãos públicos federais.

O levantamento também mostra a geração de emprego nas atividades contempladas pelo Perse. Segundo o levantamento, o grupo que inclui as 44 atividades beneficiadas pelo Perse foi o que mais perdeu empregos formais, em uma comparação com setores como agricultura, indústria e os principais grupos de serviços.

O grupo de atividades teve queda de 20,4% nos empregos formais em 2020. Na comparação entre 2019 e 2023, teve crescimento de 4,3% no emprego formal. O desempenho fica abaixo de setores como construção (alta de 34%), saúde (alta de 20,3%), e indústria de transformação (alta de 11,8%). Mas fica acima de Eletricidade e gás (alta de 3,5%) e educação (alta de 2,9%).

Entenda a disputa em torno do Perse

O Ministério da Fazenda estima que o Perse tenha um custo muito maior, de R$ 17 bilhões em 2023. O governo suspeita que o programa seja usado para lavagem de dinheiro. O tema está sendo investigado pela Receita Federal.

Matéria: UOL Economia

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