Política

Pesquisas eleitorais: como está o duelo Lula x Flávio após números da semana e às vésperas da Quaest

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A divulgação da próxima pesquisa Genial/Quaest, prevista para quarta, 10, ocorre em um momento decisivo da pré-campanha presidencial. Os levantamentos divulgados nas últimas semanas consolidaram uma tendência observada desde o vazamento de áudio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou sua vantagem em parte das pesquisas e interrompeu um período de estabilidade da disputa.

A mais recente delas, divulgada pelo instituto Real Time Big Data em 1º de junho, mostrou Lula com 38% das intenções de voto no principal cenário de primeiro turno, contra 31% de Flávio Bolsonaro. Os dois permanecem muito à frente dos demais pré-candidatos testados.

No segundo turno, o presidente aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o senador registra 40%. Em comparação com a rodada anterior do mesmo instituto, Lula avançou dois pontos percentuais e Flávio recuou quatro.

O escândalo do Banco Master continua produzindo efeitos?

Os números divulgados desde meados de maio sugerem que sim. A AtlasIntel, primeira grande pesquisa realizada integralmente após o vazamento dos áudios, mostrou Lula abrindo quase treze pontos de vantagem sobre Flávio no primeiro turno. Dias depois, o Datafolha registrou crescimento da vantagem do presidente em um eventual segundo turno.

O movimento foi reforçado por levantamentos posteriores. A BTG Nexus apontou Lula com 40% das intenções de voto, contra 35% de Flávio no primeiro turno, além de uma vantagem de 47% a 43% para o presidente no segundo turno. Já a pesquisa Meio/Ideia indicou placar de 46,5% a 41,4% para Lula no segundo turno.

Além da queda nas intenções de voto, os institutos passaram a identificar aumento da rejeição ao senador e crescimento do contingente de eleitores indecisos ou inclinados ao voto branco e nulo, especialmente entre segmentos que anteriormente compunham sua base eleitoral.

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O impacto do escândalo de Flávio nas pesquisas

Quem mais aparece na disputa?

Apesar do desgaste enfrentado por Flávio Bolsonaro, os demais nomes da direita seguem encontrando dificuldades para romper a polarização entre lulismo e bolsonarismo.

Na pesquisa Real Time Big Data, Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) aparecem empatados com 6%. Romeu Zema (Novo) registra 4%, enquanto Joaquim Barbosa e Aécio Neves marcam 3% cada. Em outro cenário testado pelo instituto, Aldo Rebelo substitui Joaquim Barbosa sem alterar os percentuais dos líderes.

O desempenho de Renan Santos continua chamando atenção por sua evolução gradual nas pesquisas nacionais, mas ainda distante dos dois principais concorrentes. Caiado e Zema, por sua vez, mantêm níveis de intenção de voto semelhantes aos registrados nos últimos meses.

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Existe hoje uma alternativa competitiva ao duelo Lula x Flávio?

Até o momento, os levantamentos indicam que não. Mesmo com oscilações negativas após o caso Banco Master, Flávio Bolsonaro permanece como o principal nome da oposição e segue muito à frente dos demais postulantes do campo conservador.

Esse cenário ajuda a explicar um fenômeno observado em diferentes pesquisas: parte dos eleitores descontentes com o senador não migrou para outros candidatos da direita, preferindo permanecer entre os indecisos ou optar por votos brancos e nulos.

Enquanto isso, Lula continua se beneficiando da fragmentação adversária e da dificuldade de surgimento de uma candidatura alternativa capaz de reunir simultaneamente o eleitorado bolsonarista, os partidos de centro-direita e setores independentes.

O que a Quaest poderá medir agora?

A nova rodada da Genial/Quaest deve oferecer os primeiros sinais sobre dois temas que passaram a dominar o debate político desde a divulgação das últimas pesquisas.

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O primeiro deles é a permanência — ou não — dos efeitos do escândalo do Banco Master sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro. O segundo envolve o impacto eleitoral da crise diplomática e comercial entre Brasil e Estados Unidos após o anúncio das novas tarifas americanas sobre produtos brasileiros.

Nos últimos dias, Lula passou a associar publicamente o tarifaço à atuação de Flávio e de Eduardo Bolsonaro junto ao governo Donald Trump. Ao mesmo tempo, aliados do senador tentam conter os danos da aproximação com a Casa Branca e evitar que o episódio se transforme em novo foco de desgaste eleitoral.

Qual é o retrato da disputa neste momento?

A fotografia captada pelas pesquisas nas últimas semanas mostra Lula em trajetória de recuperação política e Flávio Bolsonaro enfrentando seu momento mais delicado desde que assumiu a liderança do campo bolsonarista para a disputa de 2026.

Ainda assim, a polarização continua sendo a principal marca da corrida presidencial. Mesmo após perder terreno em parte dos levantamentos, Flávio segue como o único nome da direita capaz de rivalizar diretamente com o presidente nas simulações de primeiro e segundo turno.

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A pesquisa Quaest da próxima semana servirá, portanto, como um importante termômetro para avaliar se o movimento de desgaste do senador continua, se a crise comercial com os Estados Unidos alterou o humor do eleitorado e se a disputa entre Lula e Flávio permanece como o eixo central da eleição de 2026.

VEJA+IA: Este consolidado de pesquisas foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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