Pesquisas eleitorais mostram a ascensão e queda de Augusto Cury em um intervalo de três semanas

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Em apenas três semanas, Augusto Cury passou de principal novidade da corrida presidencial a um cenário de estabilização em um patamar bem abaixo do pico alcançado no fim de agosto. A sequência das pesquisas BTG/Nexus mostra que o escritor chegou a 11% das intenções de voto no primeiro turno em 31 de agosto, caiu para 9% uma semana depois, recuou a 6% em 14 de setembro e permaneceu nos mesmos 6% no levantamento divulgado nesta segunda-feira, 21.
A trajetória ganha dimensão maior quando se observa o ponto de partida. Antes de chegar aos 11%, Cury marcava apenas 2% na rodada anterior da Nexus. Em uma semana, portanto, havia avançado 9 pontos percentuais e assumido isoladamente a terceira posição, atrás apenas de Lula e Flávio Bolsonaro.
Como Augusto Cury chegou a 11%?
A arrancada apareceu com força na pesquisa divulgada em 31 de agosto. Cury saltou de 2% para 11% no cenário estimulado e também cresceu na pesquisa espontânea, de 1% para 8%. Naquele momento, Lula tinha 39%, Flávio Bolsonaro aparecia com 33% e o escritor se distanciava dos demais candidatos que disputavam espaço fora da dupla que liderava a corrida.
O crescimento também veio acompanhado de um eleitorado ainda menos consolidado que o de Lula e Flávio. Naquela rodada, 59% dos eleitores de Cury diziam que a decisão já estava tomada, enquanto 39% admitiam mudar de candidato. Entre Lula e Flávio, 85% afirmavam ter voto definido.
Quando começou o recuo?
A primeira redução apareceu na pesquisa de 8 de setembro. Cury passou de 11% para 9% no cenário estimulado e de 8% para 6% na espontânea. Mesmo assim, continuava isolado na terceira colocação e aparecia como principal segunda opção entre os eleitores que admitiam mudar de voto, com 20%.
Na semana seguinte, o movimento continuou. O candidato caiu de 9% para 6% na estimulada e de 6% para 5% na espontânea. Naquele momento, a BTG/Nexus mostrava também uma concentração maior das intenções de voto em Lula e Flávio, enquanto o conjunto dos candidatos fora da dupla principal perdia espaço.
O que mostra a pesquisa mais recente?
Na rodada divulgada nesta segunda-feira, Cury permanece com 6% no primeiro turno, interrompendo por ora a sequência de quedas na pesquisa estimulada. Na espontânea, porém, aparece agora com 4%, abaixo dos 5% registrados uma semana antes e exatamente metade dos 8% alcançados no fim de agosto.
O levantamento mostra ainda que 48% dos eleitores de Cury afirmam que a escolha já está tomada e não vai mais mudar, enquanto 52% dizem que ainda podem trocar de candidato. Entre os principais nomes testados, é um dos eleitorados com maior espaço declarado para mudança nesta reta final.
E o que aconteceu no segundo turno?
A trajetória de Cury também apareceu nas simulações de segundo turno. Em 8 de setembro, na primeira vez em que a Nexus testou um confronto direto entre ele e Lula, Cury apareceu numericamente à frente por 45% a 43%. A diferença estava dentro da margem de erro e configurava empate técnico.
Uma semana depois, a posição numérica se inverteu: Lula apareceu com 45% e Cury com 42%. Na pesquisa mais recente, o presidente mantém 45%, enquanto o escritor oscila para 43%, novamente em empate técnico.
Cury ainda tem espaço para crescer?
A pesquisa atual calcula para Cury um piso de 2% e teto de 9% no primeiro turno, levando em conta a firmeza do voto e as segundas opções declaradas pelos eleitores. O candidato aparece hoje com 6%, portanto no meio desse intervalo estimado pelo instituto.
O potencial de voto também mostra uma mudança em relação às semanas anteriores. Em 8 de setembro, Cury tinha potencial de 42% e rejeição de 29%; uma semana depois, o potencial permaneceu em 42%, enquanto a rejeição foi a 33%. Na rodada atual, 4% dizem que ele é o único candidato em quem votariam e outros 36% afirmam que poderiam escolhê-lo, somando potencial de 40%, enquanto a rejeição chega a 35%.
Qual a metodologia da pesquisa?
A 15ª rodada da pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.006 pessoas por telefone entre os dias 18 e 20 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00485/2026.
VEJA+IA: Este conteúdo foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
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