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Pesquisas: o impacto do novo tarifaço de Trump na disputa Lula x Flávio

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O novo pacote tarifário anunciado pelos Estados Unidos e seus desdobramentos políticos no Brasil podem mexer no tabuleiro da corrida presidencial de 2026. Em entrevista ao telejornal VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, o diretor-presidente do Instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, afirmou que o impacto das medidas associadas ao presidente americano, Donald Trump, tende a influenciar o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas próximas pesquisas de opinião. Segundo ele, ainda é cedo para medir os efeitos, mas os levantamentos da próxima semana já devem começar a captar a percepção do eleitorado. (este texto é um resumo do vídeo acima)

O tarifaço pode voltar a beneficiar Lula nas pesquisas?

Ao analisar o cenário, Hidalgo relembrou o episódio anterior envolvendo tarifas americanas sobre produtos brasileiros, quando, segundo ele, Lula conseguiu recuperar terreno nas pesquisas. “Foi onde o Lula voltou a crescer nas pesquisas, onde ele voltou a obter os melhores índices”, afirmou. O diretor do Paraná Pesquisas ponderou, no entanto, que o contexto atual é distinto e que o impacto pode ser menor do que no passado, já que menos setores teriam sido atingidos pelas medidas.

Para Hidalgo, há uma disputa narrativa em curso. De um lado, Lula tenta associar politicamente o encontro de Flávio com Trump às consequências tarifárias impostas pelos Estados Unidos. De outro, a oposição tende a reagir para evitar que a narrativa do “patriotismo” ganhe força. “Você foi lá e conversou com o Trump e o que teve de consequência foi uma tarifa”, resumiu Hidalgo ao mencionar o discurso que, segundo ele, vem sendo explorado pelo presidente.

O caso Banco Master pode perder força no debate político?

Na avaliação do diretor do Paraná Pesquisas, o episódio envolvendo o Banco Master, que teria afetado a imagem de Flávio Bolsonaro, pode perder espaço diante de novos fatos políticos. Segundo Hidalgo, o senador já sentiu os efeitos do caso nos levantamentos de intenção de voto, mas a dinâmica eleitoral tende a ser rapidamente alterada.

“Não foi bem visto pela população, tanto que o Flávio caiu nas pesquisas”, afirmou Hidalgo ao comentar as repercussões do episódio. Ele ponderou, porém, que a política brasileira tem sido marcada pela sucessão de acontecimentos e crises. “Praticamente toda semana tem um fato novo”, disse.

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A aproximação com Trump pode neutralizar desgastes?

Durante a entrevista, Marcela Rahal mencionou a decisão do governo americano de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas após o encontro de Flávio com Trump, questionando se o gesto poderia neutralizar desgastes recentes do senador. Hidalgo avaliou que ainda é cedo para medir o alcance eleitoral da medida e levantou dúvidas sobre a permanência da decisão.

“Quanto tempo vai durar isso? O Trump vai manter ou vai voltar atrás?”, questionou, citando o comportamento instável do republicano. Para ele, o impacto pode depender da duração do tema no debate público e da velocidade com que uma nova pauta dominará o noticiário político.

O eleitor vai votar pela polarização ou pelos problemas do cotidiano?

Apesar do peso das disputas políticas e das redes sociais, Hidalgo afirmou ver com preocupação o espaço reduzido para temas ligados ao cotidiano da população, como saúde, segurança pública e mobilidade urbana. Segundo ele, há o risco de que a eleição seja dominada por ataques mútuos e pela lógica da polarização.

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“A gente vai discutir muito pouco Brasil”, disse. Para o diretor do instituto, temas econômicos ligados diretamente ao bolso do eleitor ainda devem ganhar relevância ao longo da campanha, embora exista o receio de que o debate permaneça centrado na troca de acusações entre adversários.

A polarização veio para ficar até 2026?

Ao projetar o cenário eleitoral, Hidalgo afirmou que os sinais atuais indicam fortalecimento da polarização entre Lula e Flávio. “Quanto mais esse embate, mais fortalece a polarização”, afirmou. Na avaliação dele, esse ambiente dificulta a consolidação de candidaturas alternativas.

Embora considere o cenário ainda aberto, o pesquisador avalia que o fator decisivo será a capacidade de cada campo político atravessar crises e chegar fortalecido aos meses finais da campanha. “O grande beneficiado vai ser aquele que chegar melhor no final de setembro ou final de outubro”, afirmou, em referência ao provável segundo turno da eleição presidencial.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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