PRIO (PRIO3) divulga primeiro balanço de petroleira da B3 no 2T; o que mercado achou?

A PRIO (PRIO3) abriu a temporada de balanços entre as petroleiras na B3 com um resultado marcado por forte geração de caixa e avanço operacional, impulsionado pelo ambiente favorável para os preços do petróleo. A companhia registrou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de US$ 879 milhões no segundo trimestre de 2026, ligeiramente abaixo do consenso da Bloomberg, enquanto as ações operavam em alta nesta quarta-feira (5). Às 12h40, os papéis subiam 1,54%, cotados a R$ 59,35.
Analistas destacaram principalmente a capacidade de geração de caixa da petroleira e a evolução da produção. O Itaú BBA classificou os números como positivos, ressaltando o rendimento de fluxo de caixa ao acionista (FCFE) de 5,0% no trimestre, excluindo recompras de ações.
O fluxo de caixa livre ao acionista (FCFE), antes das recompras, somou US$ 440 milhões, acima da projeção do banco de US$ 420 milhões.
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Segundo o Itaú BBA, a definição de uma política formal de dividendos continua sendo uma das principais expectativas dos investidores.
Já o Morgan Stanley avaliou que a PRIO (PRIO3) apresentou resultados em linha com as expectativas, com Ebitda ajustado de US$ 901 milhões no segundo trimestre, alta de 3% na comparação trimestral e de 215% na comparação anual.
O banco destacou a redução do custo de extração, que caiu 5% frente ao trimestre anterior e 36% na comparação anual, beneficiado pelo aumento da produção de Wahoo, que ajudou a diluir custos. A expectativa é de novas reduções com o reparo do gasoduto de Peregrino.
O fluxo de caixa livre orgânico, após arrendamentos e juros, somou US$ 444 milhões, equivalente a um retorno trimestral de 4,8%. O banco espera que o forte ritmo de geração de caixa continue no segundo semestre de 2026.
Para a próxima reunião com a administração, o Morgan Stanley espera que o foco esteja no cronograma de implementação da nova política de remuneração aos acionistas e nos detalhes sobre sua estrutura.
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O banco mantém visão positiva para a PRIO, destacando que a expansão bem-sucedida de Wahoo — com quatro poços produtores operando em linha com as projeções — representa um avanço relevante. A expectativa de forte geração de caixa em 2026 e 2027 pode abrir espaço para uma política mais robusta de dividendos e recompra de ações.
Para o Goldman, o foco dos investidores deve se voltar para os próximos passos da companhia, especialmente sua estratégia de alocação de capital, diante da forte geração de caixa e da baixa alavancagem.
O banco destaca que a PRIO pode encerrar 2026 com dívida líquida equivalente a cerca de 1 vez o Ebitda, abrindo espaço para novas aquisições ou para uma remuneração mais robusta aos acionistas, via dividendos e recompra de ações.
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O Goldman também espera novidades sobre os planos de crescimento da produção e sobre a nova política de remuneração aos acionistas, que a companhia havia indicado divulgar no primeiro semestre de 2026.
Olhando além do trimestre, a XP Investimentos acredita que os investidores continuarão atentos ao ritmo de desalavancagem da PRIO e, mais importante, ao anúncio da aguardada política de remuneração aos acionistas da companhia.
Operacional
Outro ponto positivo foi a produção de julho, que atingiu recorde de 196 mil barris por dia, alta de 10% em relação ao trimestre anterior, com melhora nos campos de Frade, Albacora e Peregrino. Para o Morgan Stanley, esse desempenho é importante para elevar a confiança dos investidores na capacidade operacional da companhia.
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O JPMorgan também avaliou positivamente os dados operacionais de julho de 2026, com produção total de 196,3 mil barris de óleo equivalente por dia (kboed), alta de 10,2% na comparação mensal e 14% acima da média do segundo trimestre.
Segundo o banco, o desempenho foi impulsionado principalmente pelos campos Frade + Wahoo e Albacora, que registraram forte crescimento no período. A produção de Peregrino também avançou, enquanto o cluster Bravo teve queda pontual devido a uma parada temporária para manutenção.
Na avaliação do JPMorgan, a produção de julho ficou 1,3% acima da estimativa para o terceiro trimestre, reforçando uma visão positiva sobre a operação da companhia. O banco espera uma leve reação positiva das ações após os números.
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Para o BBA, a produção reforça que a execução operacional está avançando após períodos recentes marcados por interrupções em diferentes ativos do portfólio.
Recomendação para PRIO
O Goldman Sachs, JPMorgan, Morgan Stanley e Itaú BBA reiteraram recomendação de compra para PRIO, com preço-alvo de R$ 64,30, R$ 68, R$ 70 e R$ 74, respectivamente.
Já o Bradesco BBI reiterou classificação neutra e reduziu o preço-alvo de R$ 69 para R$ 56 por ação ao final de 2027. Apesar da redução do preço-alvo, o banco ressalta que a projeção considera uma remuneração relevante aos acionistas no período. O BBI estima pagamentos de R$ 14,50 por ação em dividendos e recompra de ações ao longo do horizonte de projeção, o que deve contribuir para o retorno total dos investidores.
Infomoney



