Qual o valor da fortuna de Roberto Carlos? Ex-jogador afirmou ter perdido 99% do patrimônio

Roberto Carlos, um dos maiores nomes da história do futebol brasileiro, revelou ter perdido praticamente todo o dinheiro que ganhou durante a carreira profissional. Aos 52 anos, o pentacampeão do mundo afirmou que chegou a ficar com a conta bancária praticamente zerada após enfrentar problemas envolvendo empresários e familiares. Apesar das dificuldades, o ex-jogador conseguiu reorganizar a vida financeira e hoje tem uma fortuna estimada entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão, segundo informações divulgadas pela CNN Brasil.
A declaração, foi feita em setembro deste ano, durante o Portugal Football Summit, evento realizado em Portugal. Ao participar de um painel sobre a construção de uma marca e de um legado no futebol, o ex-lateral aproveitou a oportunidade para alertar atletas sobre a importância da educação financeira e da escolha de profissionais de confiança para administrar seus rendimentos.
“Tudo o que sofri enquanto joguei deixou minha conta praticamente zerada. Perdi 99% do que ganhei e, depois, consegui reestruturar minha vida”, afirmou o ex-atleta. Durante o encontro, ele também aconselhou os jogadores a aprenderem com sua experiência para evitar problemas semelhantes ao longo da carreira.
Qual é a fortuna de Roberto Carlos?
O patrimônio de Roberto Carlos é estimado entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão. A quantia está associada aos ganhos acumulados durante sua trajetória como jogador, aos contratos publicitários e às atividades profissionais que desenvolveu após deixar os gramados.
Além de ter defendido alguns dos clubes mais importantes do mundo, o ex-lateral construiu uma imagem internacional que abriu portas para parcerias comerciais e participações em projetos ligados ao futebol. Ele também atuou como embaixador de lendas da Fifa e exerceu a função de diretor de relações institucionais do Real Madrid.
Entre os bens atribuídos ao patrimônio do ex-jogador estão imóveis e investimentos. Entretanto, o valor divulgado é uma estimativa, e não há um levantamento público detalhado que confirme a composição atual de todos os seus ativos.
Roberto Carlos também passou a se envolver em iniciativas empresariais relacionadas ao esporte. Recentemente, a Inter de Limeira aprovou a venda de 80% das ações de sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF) para um grupo de investidores que inclui o ex-atacante Ronaldo, o próprio Roberto Carlos e o príncipe saudita Abdullah bin Saad bin Abdulaziz Al Saud. O clube paulista mantém os outros 20% da participação.
A operação representa mais um capítulo da atuação do pentacampeão fora das quatro linhas, em um momento no qual sua experiência e sua imagem pública também são utilizadas em projetos de gestão e desenvolvimento do futebol.
Da Seleção Brasileira ao Real Madrid: a carreira de um ídolo
Nascido em Garça, no interior de São Paulo, Roberto Carlos ganhou projeção nacional no início da década de 1990. Depois de atuar pelo União São João e pelo Palmeiras, onde conquistou títulos importantes, o lateral seguiu para o futebol europeu. Passou pela Inter de Milão antes de chegar ao Real Madrid, em 1996.
Foi no clube espanhol que consolidou seu nome entre os grandes jogadores de sua geração. Conhecido pela velocidade, pelas arrancadas e pela força do chute de perna esquerda, tornou-se uma referência na posição e integrou uma equipe que marcou época no futebol internacional.
Pelo Real Madrid, conquistou três títulos da Liga dos Campeões da Europa, nas temporadas de 1997/98, 1999/2000 e 2001/02, além de outros troféus nacionais e internacionais. O brasileiro permaneceu no clube por mais de uma década, participando de uma das fases mais vitoriosas de sua história.
Na Seleção Brasileira, Roberto Carlos também deixou uma marca importante. Ele fez parte do elenco campeão da Copa do Mundo de 2002, no Japão e na Coreia do Sul, ao lado de nomes como Ronaldo Fenômeno, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho. O título garantiu ao Brasil o pentacampeonato mundial.
Um dos momentos mais lembrados de sua carreira foi o gol de falta marcado contra a França, em 1997. A cobrança, caracterizada pela trajetória inesperada da bola, tornou-se uma das jogadas mais emblemáticas do futebol e ajudou a eternizar sua reputação como um dos melhores cobradores de falta de sua época.
Roberto Carlos anunciou sua aposentadoria dos gramados em 2012, quando defendia o Anzhi Makhachkala, da Rússia. Em 2015, voltou a atuar brevemente como jogador e treinador do Delhi Dynamos, da Índia, antes de encerrar definitivamente sua trajetória competitiva.
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