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Reação do PT a Nikolas Ferreira abre a guerra digital das eleições de 2026

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A disputa presidencial de 2026 promete repetir uma característica que marcou os últimos ciclos eleitorais no Brasil: o protagonismo das redes sociais. Em entrevista ao programa Ponto de Vista, de VEJA, apresentado por Laísa Dall’Agnol, o cientista político Rodrigo Prando afirmou que o ambiente digital já se consolidou como um dos principais espaços de construção de narrativas políticas e deverá desempenhar papel central na corrida entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (este texto é um resumo do vídeo acima).

Segundo o pesquisador, a influência das plataformas digitais ultrapassou o campo da comunicação e passou a impactar diretamente o debate político e econômico. “Não há a menor dúvida de que sim. A dimensão hoje virtual, a dimensão das redes sociais, toma conta do debate, da discussão”, afirmou.

Como os partidos estão se preparando para essa disputa?

A avaliação de Prando ocorreu durante uma discussão sobre as estratégias digitais adotadas por PT e PL. De um lado, os bolsonaristas continuam apostando no deputado federal Nikolas Ferreira como um dos principais nomes para mobilizar eleitores nas redes. Do outro, o PT busca fortalecer sua presença digital com novos porta-vozes, entre eles Pedro Rousseff, sobrinho-neto da ex-presidente Dilma Rousseff.

Para o cientista político, as redes se tornaram ferramentas fundamentais para transformar sentimentos difusos da sociedade em mensagens políticas capazes de alcançar grandes públicos. “Esses influenciadores, à esquerda ou à direita, sabem captar esses sentimentos e torná-los algo que faça sentido para uma maioria expressiva da população”, disse.

O que faz determinados conteúdos ganharem tanta força?

Na análise de Prando, a lógica dos algoritmos favorece conteúdos que despertam emoções intensas nos usuários. Raiva, medo, angústia, desesperança e indignação aparecem entre os principais combustíveis do engajamento digital.

“As redes sociais têm uma dinâmica cujo algoritmo acaba dando força e tração a conteúdos que trabalham essencialmente os sentimentos”, afirmou.

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Esse mecanismo ajuda a explicar por que formatos de confronto político costumam alcançar grande repercussão. Segundo o cientista político, modelos de debate que exploram embates diretos e linguagem mais agressiva tendem a viralizar com facilidade. “Veja esse modelo de debates que viraliza, como ‘um contra 50’. Isso ganha força e quem não fizer isso perde espaço”, observou.

Qual será o desafio da Justiça Eleitoral?

Para Prando, a principal preocupação das eleições de 2026 não estará apenas nas redes sociais, mas na combinação entre plataformas digitais e inteligência artificial.

O cientista político lembrou que pleitos recentes já foram marcados pela circulação de fake news, teorias da conspiração, negacionismo e conteúdos associados ao fenômeno da pós-verdade. Com o avanço das ferramentas de IA, a tendência é que o desafio se torne ainda mais complexo.

Segundo ele, esses mecanismos ampliam a capacidade de produção e disseminação de conteúdos que mobilizam emoções e reforçam a polarização política, dificultando o espaço para candidaturas de centro e para um debate público mais moderado.

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Quem ocupa hoje o espaço digital deixado por Bolsonaro?

Prando observou que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi um dos políticos que melhor compreendeu a dinâmica das redes sociais nos últimos anos, transformando o ambiente digital em uma ferramenta de mobilização permanente.

No entanto, o cientista político avalia que esse espaço começa a ser disputado por outros atores da direita. “Como o poder não fica órfão, se ele não está ali, outra pessoa vai ocupar o espaço, o que incomoda a família Bolsonaro”, afirmou.

Ao mesmo tempo, ele destacou que Lula possui uma trajetória política construída em estruturas tradicionais de mobilização, como sindicatos e movimentos sociais, o que exige a atuação de terceiros para ampliar sua presença digital. “Como o Lula não vai fazer, ele tem que ter uma equipe que faça”, resumiu.

A campanha de 2026 será uma disputa de narrativas?

Na avaliação do cientista político, mais do que uma disputa de propostas, a próxima eleição deverá ser marcada por uma intensa competição de narrativas no ambiente digital.

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Com plataformas cada vez mais influentes na formação da opinião pública e novas tecnologias ampliando o alcance das mensagens políticas, a batalha entre lulismo e bolsonarismo tende a se desenvolver simultaneamente nas ruas, nos debates e, sobretudo, nas telas dos celulares.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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