Política

Renan quer parcelar em 12 vezes dívida de R$ 95,5 mil após condenação por danos morais

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) propôs acordo na Justiça do Distrito Federal no qual se compromete a pagar em 12 vezes o valor de R$ 95,5 mil, débito decorrente de condenação que lhe foi imposta por danos morais em processo movido por Mário Covas Neto, conhecido como Zuzinha e filho do ex-governador de São Paulo Mário Covas (PSDB).

Os advogados que representam Renan alegaram que o parlamentar “não detém a totalidade dos recursos financeiros para a quitação imediata da dívida” e, por isso, o parcelamento “se faz necessário”.

Ressaltaram ainda “a intenção do executado [Renan]” em encerrar a questão “de forma pecuniária, sem que seus bens sejam penhorados, o que demonstra a boa-fé e a lealdade processual, não podendo acarretar jamais no entendimento de ato atentatório à dignidade da Justiça”.

A reportagem contatou a assessoria de imprensa do parlamentar e não houve resposta. O advogado Luís Henrique Machado, que representa o alagoano, afirmou que, por se tratar de processo ainda em curso, a defesa se pronunciará somente após o trânsito em julgado.

Em 1999, ao retornar ao Senado após comandar o Ministério da Justiça na gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Renan e o então governador da capital paulista trocaram acusações em torno do serviço de inspeção veicular. O parlamentar acusou Covas, um defensor da transferência da inspeção para os estados, de querer favorecer determinadas empresas.

Covas rebateu e chamou Renan de “pivete”, de “figura menor” e insinuou que o senador é “ladrão”: “Coloque nós dois em uma sala com mil pessoas e pergunte qual dos dois é o ladrão para ver como é que elas respondem”, segundo noticiou a Folha à época.

Na ocasião, ouvido pelo jornal sobre as afirmações feitas por Covas, Renan respondeu: “Está demonstrado que ele [Covas] realmente não entende de pivete. Pivete é o tal Zuzinha, uma espécie de chuva ácida que tem provocado a corrosão moral de Covas”.

O pedido de reparação apresentado à Justiça por Covas Neto foi julgado procedente em março de 2001, e Renan condenado a pagar a quantia de R$ 30 mil —R$ 95.662,68, em valores atuais.

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Folha de São Paulo

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