Saúde

Roche anuncia compra de farmacêutica que desenvolve remédio contra obesidade por US$ 3,1 bi

A Roche anunciou nesta segunda-feira (4) que aceitou pagar US$ 3,1 bilhões para comprar a Carmot, que está desenvolvendo medicamentos contra a obesidade.

Com isso, a Roche entra no mercado para concorrer com empresas como a Novo Nordisk, dona do Ozempic e Wegovy, e a Eli Lily, que produz o Mounjaro e o Zepbound. O Ozempic é usado para tratamento de diabetes, mas também vem sendo adotado para combate à obesidade, apesar de não haver comprovação científica.

Segundo o anúncio, a Roche pagará US$ 2,7 bilhões aos acionistas da Carmot quando o acordo for concluído no primeiro trimestre de 2024, além de mais US$ 400 milhões dependendo de metas alcançadas.

A farmacêutica com sede na Basileia, na Suíça, irá adquirir os direitos exclusivos de medicamentos que ainda estão em fase de testes pela Carmot para obesidade em pacientes com e sem diabetes.

Os tratamentos atualmente disponíveis são administrados apenas por meio de injeções, enquanto a Carmot aposta no uso de injeções e também em pílula. Os pesquisadores esperam que a última opção seja mais barata de produzir e distribuir, além de ser menos propensa a causar efeitos colaterais.

Os cientistas acreditam que alcançar a mesma eficácia dos tratamentos injetáveis será difícil —a Pfizer sofreu um revés nos testes com sua pílula na semana passada— mas a Roche afirmou que acredita que as pesquisas da Carmot têm “o maior potencial para alcançar e manter a perda de peso com eficácia diferenciada”, além da capacidade de serem combinados com outros medicamentos que estão sendo desenvolvidos.

Como parte do acordo de fusão, a Roche também adquirirá a plataforma de descoberta de medicamentos chamada “Chemotype Evolution”, da Carmot, usada para identificar candidatos a medicamentos contra obesidade e diabetes.

Outras grandes empresas do setor incluem a Novo Nordisk, cujas ações subiram rapidamente nos últimos meses, a Eli Lilly, que recentemente teve um tratamento aprovado nos EUA, e a AstraZeneca e a Pfizer, ambas buscando tratamentos orais para obesidade.

Informação

Folha de São Paulo

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