Política

Rudolph Giuliani é condenado por fake news em eleições de 2020


Foto: Divulgação/Rudy Giuliani/Facebook

O ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani (foto) foi condenado, nesta sexta-feira, 15, a pagar uma indenização de 148 milhões de dólares (ou 741 milhões de reais, no câmbio atual), a duas mulheres que sofreram uma série de difamações causadas por declarações suas. Giuliani, que é advogado do ex-presidente Donald Trump, acusou mãe e filha de tentarem interferir nas eleições de 2020, que resultou na derrota do republicano para Joe Biden.

Após acusarem as duas de estarem tramando uma adulteração do resultado das urnas durante uma apuração em que elas participavam, ambas relataram ter recebido uma enxurrada de ameaças em forma de mensagens racistas e sexistas (ambas são mulheres negras). No início da semana, Giuliani já havia sido condenado culpado pelos crimes de difamação, conspiração civil e imposição de sofrimento emocional.

Nesta sexta, a pena foi definida pelo juiz Beryl A. Howell, da Corte do Distrito Federal de Washington. Ambas receberão US$ 75 milhões em “danos punitivos”, pagos quando se enxerga a má-fé do réu. Giuliani ainda pagará cerca de 17 milhões de dólares em danos compensatórios a cada uma delas, além de 20 milhões a cada uma pelo sofrimento emocional que sofreram.

Giuliani disse, antes de chegar a corte nesta sexta-feira, que não se arrepende de nada do que disse.

Esta é o segundo grande caso Justiça dos EUA a respeito de desinformação durante as eleições de 2020. No primeiro deles, o canal Fox News —um dos mais próximos a Trump durante seu mandato— foi processado pela empresa Dominion, que produz parte das urnas eletrônicas no país, por seguidas falsidades sobre a empresa que teriam sido veiculadas nos programas do canal. O canal de Rupert Murdoch —que reconheceu a estratégia— chegou perto de ser condenado, mas entrou em acordo com a Dominion e pagou o equivalente a 787 milhões de dólares.

Matéria: O Antagonista

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