Política

“Sangue que tem que jorrar é do bandido”

O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) voltou a defender o endurecimento no combate a criminosos, nesta quarta-feira (26/8), durante sabatina no Jornal Nacional. Ao ser questionado sobre os planos do governo para a segurança pública, Renan citou medidas do presidente de El Salvador, Nayib Bukele, como exemplo para o Brasil, e defendeu que “o sangue que tem que jorrar é do bandido”.

O candidato do Missão citou um caso que ocorreu em São Paulo, nesta semana, em que um homem de 28 anos acabou sendo morto ao tentar defender a namorada de um assalto. “Houve um banho de sangue na segunda-feira de um inocente. Eu acho que o sangue que tem que jorrar não é dele [do homem que morreu em SP]. O sangue que tem que jorrar é do bandido“, disse Renan.

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do Metrópoles

Durante a sabatina, Renan detalhou planos de seu governo e discutiu propostas que pretende implementar em uma eventual vitória no pleito de outubro. O principal ponto em discussão, foi seu plano para segurança pública.

Segurança pública

Renan foi questionado sobre a viabilidade do seu plano de governo para segurança pública e citou o desejo de usar o estado de defesa em áreas dominadas pelo crime, além da proposta de estabelecer um “regime de exceção” em favelas, com o objetivo de realizar operações que foquem em organizações criminosas.

A medida se assemelha às adotadas por Nayib Bukele em El Salvador. O presidente salvadorenho ganhou projeção internacional ao reduzir os índices de criminalidade no país. Essa política de segurança, porém, é alvo de críticas por organizações e opositores, que apontam o uso de medidas consideradas excessivas, restrições a garantias individuais e violações de direitos humanos.

Santos afirmou ainda que pretende construir dez novos presídios federais para prender até 40 mil pessoas em cada um deles. “Só na parte de presídio, R$ 6 bilhões nós precisamos fazer para abrir vagas e construir dez presídios, cada um de 30 mil a 40 mil vagas. O processo precisa se iniciar desde já”, disse Renan Santos.


Metrópoles

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