Esporte

Seleções expõem dificuldades das delegações para entrar nos EUA durante a Copa

A chegada das delegações das Seleções que disputarão a Copa do Mundo de 2026 tem sido marcada por dificuldades envolvendo imigração e protocolos de segurança nos Estados Unidos.

Seleções africanas e do Oriente Médio relataram maior rigor nos procedimentos de entrada. A delegação de Senegal esteve entre as equipes submetidas a inspeções reforçadas e revistas de segurança durante a chegada aos Estados Unidos.

O caso mais recente foi o da seleção do Uzbequistão, cujo técnico, o ex-zagueiro italiano Fabio Cannavaro, reclamou do rigor adotado pelas autoridades norte-americanas durante o desembarque da equipe.

Segundo Cannavaro, os jogadores e membros da delegação passaram por uma inspeção detalhada que incluiu cães farejadores, detectores de metais e uma verificação minuciosa das bagagens. O treinador afirmou ter estranhado o fato de o procedimento ter sido realizado apenas com sua delegação.

“Disseram-me que estas eram as regras, mas no final a inspeção ocorreu apenas com a gente, então achei curioso. O motivo precisa perguntar para eles”, declarou à emissora chinesa CGTN.

Outras Seleções com dificuldades

O episódio ocorre em meio a uma série de relatos envolvendo delegações que encontraram obstáculos para entrar ou permanecer em território norte-americano durante a disputa do Mundial.

A situação mais delicada envolve a seleção do Irã. Em razão dos impasses diplomáticos entre os dois países, parte da delegação iraniana teve pedidos de visto negados pelo governo dos Estados Unidos. Como alternativa, a equipe montou sua base de treinamentos em Tijuana, no México, e passou a viajar para os Estados Unidos apenas nos dias das partidas. A medida também impactou a preparação da seleção, provocando o cancelamento de amistosos programados antes da competição.

Outra delegação afetada foi a do Iraque. O principal atacante da equipe, Aymen Hussein, foi detido pelas autoridades de imigração no aeroporto de Chicago para uma verificação de segurança mais detalhada. O jogador foi liberado somente após cerca de sete horas de interrogatório.

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Os problemas não atingiram apenas atletas e dirigentes. O árbitro somali Omar Artan teve sua entrada negada pelas autoridades norte-americanas e acabou ficando fora dos torneios organizados durante o período da Copa.

Os episódios chamam atenção para os desafios logísticos enfrentados por algumas seleções em um Mundial disputado sob rígidos protocolos de imigração e segurança. Embora as autoridades norte-americanas afirmem que os procedimentos seguem critérios de proteção nacional, os relatos de delegações levantam questionamentos sobre diferenças de tratamento entre os participantes da competição.

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