Política

Setor de obras rodoviárias apresenta estudo ao governo e defende investimento de R$ 300 bi

Se o governo investir R$ 300 bilhões nas rodovias brasileiras em dez anos pode conseguir uma economia em custos operacionais de até R$ 800 bilhões no mesmo período. Quem diz isso é a Associação Nacional de Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor) que apresentou um estudo com os cálculos ao Ministério dos Transportes.

Ao invés de apontar os gargalos da infraestrutura rodoviária, a entidade decidiu montar um plano para modernizar a malha das rodovias federais. A expectativa é que o estudo sirva de base para a implementação de um programa pelo governo federal.

A proposta estabelece prioridades para corredores logísticos, acessos portuários e travessias urbanas Agora, pode se tornar um acordo de cooperação técnica entre a entidade e a pasta.

Segundo os cálculos apresentados, a economia seria gerada em custos operacionais, com ganhos em logística, redução do consumo de combustível, mais segurança nas vias e aumento da competitividade do país.

“O Brasil precisa deixar de tratar infraestrutura como despesa. Poucas políticas públicas entregam um retorno assim. O valor investido atualmente em infraestrutura no Brasil é inferior à depreciação anual das rodovias do país”, disse o presidente da Aneor, Danniel Zveiter.

A entidade sugere algumas formas de viabilizar o programa com fontes de financiamento, como a criação de um Fundo Nacional de Infraestrutura, a destinação de emendas parlamentares para obras estruturantes e a ampliação do acesso a financiamentos externos.

O coordenador jurídico da Aneor para temas tributários, regulatórios e de economia da infraestrutura, Menndel Macedo, diz que o Brasil perdeu tempo discutindo se investiria em infraestrutura.

“O que a Aneor entregou ao governo foi um programa estruturado, com soluções para financiamento, contratação e licenciamento. Agora, a resposta que o país espera é capacidade de execução”, disse.

A proposta prevê intervenções em cerca de 67 mil quilômetros de rodovias federais – quase 84% do total – entre restauração, duplicação, pavimentação e melhorias, ao longo dos próximos dez anos.


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Folha de São Paulo

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