Política

Tabata refuta retirar candidatura e diz que há ‘vontade de todo mundo’ para que Datena seja vice

A pré-candidata à Prefeitura de São Paulo Tabata Amaral (PSB) rejeitou a possibilidade de retirar sua candidatura, diante de rumores de que seu potencial vice, o apresentador José Luiz Datena, se torne o cabeça de chapa.

“A gente não vai retirar a candidatura, a gente não vai recuar, porque, de novo, é um projeto coletivo construído há muito tempo. É claro que se eles tiverem um entendimento diferente desse de ocupar a vice pelo PSDB, eles fiquem à vontade para trilhar um outro caminho”, afirmou neste domingo (7).

A deputada participa da Brazil Conference, evento organizado por estudantes brasileiros do Harvard e do MIT em Cambridge (EUA). Ex-estudante da universidade, ela foi uma das fundadoras da conferência, há dez anos.

“Existe uma disposição muito grande, tanto minha quanto do PSDB quanto do Datena, de a gente ter o PSDB na vice e o Datena ocupar nesse lugar”, disse ela.

O apresentador de TV se filiou à sigla tucana na última quinta-feira (4). Seu nome, no entanto, tem sido aventado também como possível cabeça de chapa. Presidente da federação PSDB-Cidadania em São Paulo e prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira (PSDB) afirmou à coluna Painel, da Folha, ue “é sempre bom ter candidato a prefeito, ainda mais com viabilidade e visibilidade, como é o caso do Datena”.

Apesar de dizer que a vontade de todo mundo é que Datena seja seu vice, Tabata faz a ressalva que existe uma questão de prazo —até julho— para que os partidos finalizem suas negociações. “É uma conversa próxima, é a vontade de todo mundo, mas para bater o martelo, a gente vai ter que esperar um pouquinho ainda”, disse.

Para ela, o apresentador agrega ao seu projeto porque é um comunicador “que traz muita sensibilidade” ao falar com as pessoas. “Ele fala muito mais do que tá rolando no Twitter, [ele fala] da mulher que tá sendo assaltada em um ônibus às 5h”, afirmou.

Tabata também descartou a possibilidade de um pacto de não agressão com forças progressistas, como Guilherme Boulos (PSOL). “Não vamos fazer jogo combinado com ninguém, não estou aqui para ser linha acessória de ninguém no segundo turno, até porque eu trabalho e acredito que estarei no segundo turno”, disse.

A mesa da qual participou, junto com o secretário de educação do Rio, Renan Ferreirinha —que também participou do grupo fundador do evento—, foi uma das mais disputadas. A pré-candidata foi tietada para fotos e abraços.

Folha de São Paulo

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