Política

Tarcísio não enxerga responsabilidade de Bolsonaro

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), expressou sua gratidão e lealdade ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante uma declaração feita nesta quinta-feira, 15.

Tarcísio, que já foi ministro da Infraestrutura de Bolsonaro e recebeu seu apoio durante sua candidatura, reforçou a relação fraterna que mantém com o ex-chefe do Executivo federal.

Sinceramente, eu não consigo ver — e essa não é uma opinião minha, tem muitos juristas divididos — nada que traga uma responsabilização para ele (Bolsonaro). Não vejo. Acho que o pessoal está criando muita coisa. Com o tempo, tudo vai ser esclarecido. Confio muito num cara que eu aprendi a admirar, que eu trabalhei junto, que a única coisa que eu vi nesse tempo todo que eu trabalhei com ele foi preocupação com as pessoas, mais nada. Vou estar junto dele. Sempre“, disse o governador.

Em um momento em que os apoiadores de Bolsonaro estão pressionando os políticos eleitos com seu apoio a se manifestarem em sua defesa, Tarcísio já se posicionou publicamente a favor do ex-presidente.

Nunes em cima do muro

Por outro lado, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que conta com o apoio de Bolsonaro para sua reeleição em outubro, ainda não se pronunciou sobre o assunto nem confirmou sua presença no ato que ocorrerá na Avenida Paulista.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), tem sido aconselhado por aliados a não comparecer no ato em defesa do Estado Democrático de Direito convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

A ala mais pragmática do MDB em São Paulo teme que Nunes, caso suba em um trio elétrico ao lado de Bolsonaro, possa ser visto como um “radical” e isso afugente o voto do chamado eleitor de Centro.

Do outro lado, deputados (estaduais e federais) mais próximos ao ex-presidente da República vem reforçando, desde a convocação de Jair Bolsonaro, que é essencial a ida do emedebista ao evento. Para eles, Nunes somente mostrará que é um real apoiador de Jair Bolsonaro caso esteja presente na Avenida Paulista.

Investigação da PF

Um relatório da Polícia Federal revelou que Bolsonaro transferiu R$ 800 mil para uma conta nos Estados Unidos dias antes do término de seu mandato.

De acordo com a PF, o objetivo do ex-presidente era permanecer no exterior enquanto aguardava o desenrolar da suposta tentativa de golpe no Brasil e tomar medidas para fugir de eventuais investigações.

A versão de Bolsonaro

No entanto, Bolsonaro apresentou outra justificativa em entrevista ao Estadão. Segundo ele, enviou o dinheiro acreditando na completa falência das finanças do país. O banco, porém, determinou o retorno dos valores ao Brasil após a busca e apreensão que resultou na apreensão do passaporte do ex-presidente na semana passada, conforme explicou o advogado Fabio Wajngarten.

Após a operação da PF, Bolsonaro convocou um ato na Avenida Paulista com o objetivo de demonstrar sua força política e apoio popular. Ele pediu aos seus seguidores que não levem faixas contra ninguém e afirmou que será uma manifestação pacífica em defesa do Estado Democrático de Direito. Aliados e o próprio ex-presidente argumentam que ele é alvo de perseguição política.

Olá amigos de todo Brasil, em especial em São Paulo. No último domingo de fevereiro, dia 25, às 15h, estarei na Paulista realizando um ato pacífico em defesa do nosso estado democrático de direito. Eu peço a todos vocês que compareçam trajando verde e amarelo e, mais do que isso: não compareçam com qualquer faixa ou cartaz contra quem quer que seja“, disse Bolsonaro em um vídeo publicado em suas redes sociais.



Matéria: O Antagonista

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