Economia

Terremoto afeta fábricas de chips; carros podem ficar caros?

A paralisação das fábricas pode causar atrasos em entregas de encomendas de chips. No entanto, não há expectativa de aumento no preço dos carros, como aconteceu na pandemia. Milad Kalume Neto, diretor de desenvolvimento de negócios da Jato Dynamics, consultoria especializada em carros, afirma que o que aconteceu durante a crise sanitária foi mais sério pelo tempo de duração e pela competição que existia com o setor de eletroeletrônicos, que também usam os semicondutores em sua produção.

Com as pessoas em casa, elas compravam mais notebooks e celulares do que carros, segundo Kalume Neto. “Tivemos um deslocamento da produção para atender aquelas demandas que surgiam, enquanto a indústria automotiva sucumbia”, afirma.

Quando a indústria automotiva voltou a comprar os chips, a concorrência era maior. As indústrias vendiam para quem pagava mais caro, que eram as empresas do setor de eletroeletrônicos. Isto fez com que os preços dos carros subissem (tanto novos como usados) e as empresas paralisassem suas linhas de produção. Quando havia chips disponíveis, as indústrias automotivas preferiam usar as peças nos carros mais caros.

A questão atual é pontual e será facilmente resolvida no curto a médio prazo, para Kalume Neto.

O lote que foi produzido provavelmente vai ser jogado fora, mas não é nada que vai afetar a cadeia produtiva global. Não é nada que vai causar um tormento dentro da indústria automotiva global ou que vai ensejar um aumento muito grande nos preços dos veículos.
Milad Kalume Neto, da Jato Dynamics

* Com informações de AFP e Reuters.

Matéria: UOL Economia

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