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Transição verde eleva preços do cobre e impulsiona furtos

“Se espera que o lado da demanda aumente lentamente neste ano, especialmente no setor da energia verde. Nos veículos elétricos, o cobre é uma componente chave que é usado em motores, baterias e fiação, bem como em estações de carregamento”, aponta a analista de commodities do banco ING Ewa Mantley, em relatório.

“O cobre não tem substituto para a sua utilização em veículos elétricos, energia eólica e solar, e o seu apelo aos investidores como um metal verde fundamental apoiará preços mais elevados nos próximos anos”, afirma ainda. Alguns analistas apostam que o metal atingirá 15 mil dólares por tonelada em 2025.

No caso dos ferros-velhos brasileiros, a mudança de patamar de preços foi bastante sentida. Hoje, o cobre é cotado em cerca de R$ 40 o quilo, segundo uma série de tabelas disponíveis online em perfis sobre o tema. Antes da pandemia, o metal costumava ser cotado entre R$ 15 e R$ 20, nas categorias conhecidas como “mel” e “misto”.

A relação do avanço dos preços da commodity com a alta de furtos é bastante conhecida, e não é exclusividade do Brasil. No estudo intitulado Roubo de cobre: uma preocupação crescente para as indústrias em todo o mundo, a empresa Faster Capital destacou o Brasil como uma das cinco nações mais afetadas pelo problema, junto de Estados Unidos, Índia, África do Sul e China.

Segundo a publicação, o país sofreu um aumento nos incidentes do tipo, impulsionado principalmente pelos extensos projetos de infraestrutura e pelo alto valor do cobre no mercado negro. Cerca de 30% do cobre comercializado no Brasil tem origem ilícita, um mercado que movimenta cerca de R$ 2,4 bilhões ao ano, segundo o Sindicato da Indústria de Condutores Elétricos, Trefilação e Laminação de Metais Não Ferrosos do Estado de São Paulo (Sindicel).

Lucratividade atrai novos atores

Matéria: UOL Notícias

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