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Pressão contra ofensiva 

O anúncio da evacuação veio após grande pressão sobre seu gabinete pela decisão de ataque a Rafah, uma cidade em que mais da metade [1,4 milhões] dos dois milhões de palestinos deslocados já se refugiaram após as ordens de evacuação dadas por Israel, muitos deles encurralados contra a cerca da fronteira com o Egito e vivendo em tendas improvisadas.

A pressão partiu inclusive do maior aliado de Israel na guerra, os Estados Unidos. O presidente norte-americano Joe Biden, disse que a resposta de Israel aos ataques de 7 de outubro da resistência palestina foi “exagerada”, afirmando que não apoiaria nenhuma operação militar lançada em Rafah sem a devida consideração pelos civis.

O secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul Gheit, também alertou sobre as consequências de uma ofensiva terrestre do Exército israelense contra o sul da Faixa de Gaza.

Aboul Gheit assegurou que forçar estes cidadãos a fugir de Gaza para o Egito é uma violação do direito internacional e, além disso, ultrapassa as linhas vermelhas da segurança nacional, denunciando uma “política de limpeza étnica” de Israel.

Os planos para deslocar centenas de milhares de pessoas, refugiando-se ali como último recurso face a ataques indiscriminados, constituem uma séria ameaça à estabilidade regional, afirmou o responsável por meio de um comunicado.

Representando a UNICEF, a diretora executiva, Catherine Russell, disse que os civis em Rafah devem ser protegidos, pois não têm para onde ir.

“Rafah é um dos lugares mais densamente povoados do mundo, repleto de crianças e famílias, algumas já deslocadas muitas vezes pela guerra em Gaza”, disse ela por meio das redes sociais. 

“Cerca de 1,3 milhão de civis estão encurralados, vivendo nas ruas ou em abrigos. Eles precisam ser protegidos. Eles não têm nenhum lugar seguro para ir”, acrescentou Russell.

Já grupos de ajuda humanitária disseram que haveria um alto número de mortes de palestinos se as forças israelenses invadissem Rafah e alertaram sobre a crescente crise humanitária na cidade.

Apesar das críticas, em entrevista à ABC (American Broadcasting Company), Netanyahu rejeitou os apelos para que o país evite uma ofensiva militar em Rafah.

“Aqueles que dizem que sob nenhuma circunstância devemos entrar em Rafah estão basicamente nos dizendo para perdermos a guerra ou manter o Hamas por lá”, disse o chefe de governo.

(*) Com Ansa, Monitor do Oriente Médio e Prensa Latina

Matéria: UOL Notícias

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