Entretenimento

Um mês após tragédia que matou Rick, celulares encontrados nos destroços podem revelar novas pistas

Um mês após o acidente de helicóptero que matou o cantor Rick Sollo e outras quatro pessoas em Santa Catarina, as investigações continuam em andamento. A Polícia Civil aguarda autorização da Justiça para realizar a perícia em um celular encontrado no local da tragédia, enquanto outros dois aparelhos, localizados posteriormente entre os destroços da aeronave, também deverão passar por análises técnicas.

A queda aconteceu em 21 de setembro, no Parque Nacional de São Joaquim, em Urubici, na Serra Catarinense. O helicóptero transportava cinco pessoas, sendo dois tripulantes e três passageiros. Nenhum dos ocupantes sobreviveu.

Segundo informações repassadas pela Polícia Civil de Santa Catarina ao Splash, do UOL, o pedido de autorização judicial para examinar o primeiro telefone foi apresentado em 15 de outubro. A expectativa é que os dispositivos possam fornecer elementos relevantes para a investigação, embora ainda não seja possível determinar se contêm informações sobre os momentos anteriores ao acidente.

Polícia aguarda autorização para analisar celulares encontrados

A investigação ganhou uma nova etapa após a localização de três aparelhos celulares na área onde o helicóptero caiu.

O primeiro telefone encontrado motivou um pedido formal à Justiça para que os investigadores possam acessar e examinar seu conteúdo. Já os outros dois dispositivos foram descobertos durante os trabalhos de remoção dos destroços, conduzidos pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

De acordo com a Polícia Civil, os aparelhos adicionais estavam danificados e deverão ser encaminhados à Polícia Científica para os procedimentos necessários.

Em comunicado enviado ao Splash, a corporação detalhou os próximos passos da investigação.

“A Polícia Civil foi comunicada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) sobre a localização de outros dois aparelhos celulares danificados, encontrados posteriormente, durante a retirada dos destroços da aeronave. Os dispositivos estão sendo encaminhados à Polícia Científica e, após o recebimento, serão adotadas as medidas legais necessárias para a formalização dos procedimentos de representação judicial e realização das perícias”.

A análise dos equipamentos dependerá das condições em que foram encontrados e da possibilidade de recuperação dos dados armazenados.

Relatório preliminar aponta perda de visibilidade durante o voo

As primeiras informações técnicas sobre o acidente foram registradas em um relatório preliminar elaborado pelo Cenipa, órgão responsável pela investigação aeronáutica.

O documento classifica a ocorrência como acidente e aponta que a aeronave teria entrado de maneira não intencional em uma região de nuvens, ficando sem referências visuais externas.

Também foi registrada uma colisão contra o terreno durante um voo controlado, situação conhecida na aviação como CFIT, sigla em inglês para Controlled Flight Into Terrain.

Esse tipo de ocorrência envolve uma aeronave que colide com o solo ou algum obstáculo enquanto ainda está sob controle, sem que a tripulação necessariamente perceba a proximidade do perigo.

Entretanto, as classificações apresentadas no relatório preliminar não estabelecem, por si só, a causa definitiva da tragédia.

O Cenipa ressalta que as investigações continuam e que as informações reunidas até o momento podem ser revisadas conforme o avanço das análises técnicas.

Polícia Civil e Cenipa investigam as circunstâncias da tragédia

A apuração sobre a queda do helicóptero acontece em duas frentes distintas.

Enquanto o Cenipa conduz a investigação técnica para identificar os fatores que contribuíram para o acidente e prevenir ocorrências semelhantes, a Polícia Civil trabalha para verificar se houve alguma circunstância que possa ter relevância criminal.

A corporação catarinense informou que sua investigação depende das conclusões técnicas produzidas pelo órgão aeronáutico, especialmente do laudo definitivo.

Por enquanto, as autoridades não divulgaram uma conclusão sobre o que provocou a queda da aeronave.

Caixa-preta será analisada pela Aeronáutica

Além dos aparelhos celulares, outro equipamento poderá contribuir para esclarecer o acidente: a caixa-preta do helicóptero.

O dispositivo foi recuperado e deverá passar por uma análise técnica conduzida pela Aeronáutica.

Os investigadores também trabalham com outros elementos reunidos durante a apuração, incluindo registros relacionados ao voo e informações obtidas no local da queda.

A análise desses materiais poderá ajudar a reconstruir a sequência de acontecimentos que antecederam a colisão.

Motores foram retirados da mata após melhora do tempo

A remoção dos destroços do helicóptero Bell 430 também representa uma etapa importante dos trabalhos.

Em 3 de outubro, os dois motores da aeronave foram retirados da região de mata onde ocorreu o acidente.

A operação foi realizada pela empresa JTA Empreendimentos, proprietária do helicóptero, com o auxílio de mecânicos e profissionais responsáveis pelos trabalhos de campo.

A retirada dos equipamentos só foi possível após a melhora das condições meteorológicas na região.

Entretanto, parte da fuselagem permanece no local. A empresa ainda precisa obter autorizações ambientais e de segurança para concluir a remoção dos destroços.

Até o momento, não existe um prazo definido para a finalização dessa operação.

Relembre a queda do helicóptero que matou Rick

O acidente aconteceu em 21 de setembro, quando o helicóptero decolou de Porto Belo, no litoral catarinense, com destino a São Joaquim, na Serra Catarinense.

Durante o trajeto, a aeronave perdeu contato, mobilizando equipes de busca e salvamento.

Os destroços foram encontrados no dia seguinte, 22 de setembro, em uma área de difícil acesso na região de Urubici.

As cinco pessoas que estavam a bordo morreram.

Entre as vítimas estavam o cantor Rick Sollo, cujo nome de registro era Geraldo Antonio de Carvalho, além de Bruno Avelar de Souza, Paulo Ricardo dos Santos Soares, Antonio Roberto Nobrega de Araujo e Leopoldo de Barros Teixeira.

Rick celebrava quatro décadas de carreira ao lado de Renner

A morte de Rick provocou grande repercussão no universo sertanejo. O cantor vivia um momento especial da trajetória profissional, celebrando 40 anos de carreira ao lado de Renner.

A dupla conquistou projeção nacional com músicas que marcaram diferentes gerações, como “Ela É Demais”, “Nos Bares da Cidade” e “Filha”.

Na época do acidente, os artistas estavam em turnê e tinham compromissos profissionais programados até dezembro.

Renner não estava a bordo do helicóptero no momento da tragédia.

Um mês depois, a investigação ainda busca respostas sobre as circunstâncias da queda. A perícia nos celulares, a análise da caixa-preta e o relatório definitivo do Cenipa são algumas das etapas que poderão contribuir para esclarecer o acidente que interrompeu a trajetória do sertanejo.

Veja ainda:

Leia também: Web se choca com nova pesquisa do 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro: ‘Não é possível’

Siga o canal da Contigo no Instagram e fique por dentro das notícias mais bombásticas dos famosos, bastidores da TV e novelas.

 




Contigo

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo