Economia

Vale e BB Seguridade são favoritas para dividendos em abril; veja lista

Por outro lado, a empresa pode gastar mais por conta dos desastres ambientais de Mariana e Brumadinho (MG). No último balanço, a companhia chegou a reconhecer uma provisão adicional de US$ 1,2 bilhão por conta do rompimento da barragem da Samarco em 2015, lembram Peretti e Corrêa. Se a economia chinesa deixar de produzir aço, o preço do ferro também pode cair. Outro risco é a valorização do real, que poderia aumentar os custos de caixa do minério de ferro medidos em dólares.

Ela também é uma das mineradoras mais diversificadas do mundo. É o que diz o head de Research Fernando Siqueira da Guide Investimentos. A companhia possui três sistemas para as operações do minério de ferro no Norte, Sudeste e Sul – todos com capacidade de transporte e remessa própria. “A companhia está envolvida em projetos de exploração mineral greenfield em seis países e opera um sistema de logística no Brasil e no mundo integrados a suas operações de mineração, permitindo assim entrega de seus produtos em diversos países”, comenta Siqueira. O dividend yield projetado pelo analista para os próximos 12 meses é de 15,8%.

A Ágora Investimentos espera um retorno com dividendos de 9% e valorização das ações até R$ 92,00 neste ano. Há pouco risco para a queda do minério de ferro, que pode até chegar a US$ 120 por tonelada. A percepção de que a Vale estaria barata também é defendida pela Ágora. Eles enxergam um desconto substancial frente aos pares de 25%, frente à média histórica de 15%.

BB Seguridade (BBSE3)

A BB Seguridade é subsidiária do Banco do Brasil e uma das principais empresas do país no segmento de previdência e seguros. Segundo analistas da Toro Investimentos, ela trabalha com linhas que tendem a ser mais estáveis mesmo em cenários desafiadores para a economia. A companhia oferece seguros de vida, habitacional, rural, residencial e empresarial.

Isso traz mais segurança e retorno. “Está livre do risco de juros sobre o capital próprio, o risco de inadimplência está ausente, a margem é impressionantemente alta, o cenário competitivo é favoravelmente benigno, o histórico de boa governança corporativa está bem estabelecido e distribui 90-95% de seus lucros, minimizando assim o risco de reinvestimento”, pontuam os analistas do BTG Pactual, Bruno Lima, Luis Mollo e Marcel Zambello.

Matéria: UOL Economia

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