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‘Vamos recorrer e defender a inocência até o fim’, diz advogada de Daniel Alves

A defesa do ex-jogador Daniel Alves, 40, afirmou que vai recorrer da sentença que condenou seu cliente a 4 anos e meio de prisão por agressão sexual em boate de Barcelona. A advogada Inés Guardiola disse que ainda estuda o texto, segundo o jornal La Vanguardia. “Continuo acreditando e defendendo a inocência do senhor Alves”, afirmou.

“É uma sentença longa. Vamos recorrer e defender a inocência até o fim”, concluiu Guardiola, segundo o jornal.

Ela afirmou que vai visitar o seu cliente ainda hoje na prisão para explicar o conteúdo da decisão.

Por outro lado, as advogados da vítima disseram ter gostado da sentença. “Estamos satisfeitos porque a sentença reconhece o que temos dito o tempo todo: que a vítima estava dizendo a verdade e que sofreu”, disse o advogado David Saenz, acrescentando que sua equipe ainda analisaria se a sentença corresponde à gravidade do crime.

O tribunal considerou que a relação do ex-jogador e da mulher não foi consentida e que, para além do depoimento da vítima, foram apresentados elementos de provas que atestaram a violação sexual. Alves também deverá cumprir outros cinco anos de liberdade vigiada e se manter afastado e sem se comunicar com a vítima até essa última data, ou seja, por nove anos e meio.

Mantida a condenação, ele deve sair da prisão em meados de 2027. As duas partes podem apresentar recursos, o que levaria o caso à Sala de Apelações do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha, informou o UOL. A pena máxima, sem agravantes, para um estupro na Espanha é de 12 anos, tempo que havia sido pedido pela acusação. A promotoria solicitava 9 anos, e a advogada de defesa do brasileiro, Inés Guardiola, a absolvição.

A defesa contou com duas estratégias para tentar reduzir a penas de Alves. A primeira foi o depósito de € 150 mil na Justiça, como “atenuante de reparação de dano causado”. Esse dinheiro é entregue à vítima em caso de condenação ou volta para o réu, se ele for absolvido.

Para esse pagamento, ele contou com a ajuda de Neymar e de sua família, já que o lateral direito não estava conseguindo acessar seus bens no Brasil.

(Com Reuters)

Folha de São Paulo

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