Notícias

Veja cotações de Bolsa e Dólar nesta terça-feira – 02/01/2024 – Mercado

A Bolsa abria o primeiro pregão do ano com viés negativo, acompanhando a fraqueza de praças acionárias no exterior nesta terça-feira (2), mas a alta de commodities como o minério de ferro e o petróleo fornecia um contrapeso para o Ibovespa, em razão do efeito benigno nas ações da Vale e da Petrobras.

Às 10:06, o Ibovespa caía 0,23 %, a 133.874,99 pontos. O contrato futuro do Ibovespa com vencimento mais curto, em 14 de fevereiro, recuava 0,59%, a 135.085 pontos.

O dólar, por sua vez, ganhava fôlego frente ao real nesta terça-feira, primeiro pregão de 2024, depois de acumular perdas acentuadas nas últimas duas semanas do ano passado, enquanto investidores aguardavam dados de emprego dos Estados Unidos para balizar as expectativas de quedas de juros.

Às 10:03 (horário de Brasília), o dólar à vista avançava 0,62%, a R$ 4,8873 reais na venda. Depois de uma abertura em alta, a divisa norte-americana chegou a arrefecer e a operar perto da estabilidade na primeira meia hora de negócios, mas logo voltou a ganhar força para operar firmemente em território positivo.

Na B3, às 10:03 (horário de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,78%, a R$ 4,9050.

A alta do dólar frente ao real era influenciada em parte pelos ganhos acentuados do índice que compara a divisa norte-americana a uma cesta de pares fortes, que subia 0,6% por volta de 9h40 (de Brasília).

Embora essa alta fosse exacerbada por uma sessão esvaziada, com muitos operadores ainda de férias após as festas de fim de ano, ela também refletia algum nervosismo antes da divulgação de um importante relatório de emprego do governo norte-americano na sexta-feira.

Um número acima do esperado pode adiar apostas sobre quando o Federal Reserve, banco central dos EUA, iniciará seu afrouxamento monetário.

No entanto, por ora, investidores ainda estão na expectativa de que os Estados Unidos e outras economias avançadas, como o Reino Unido, começarão a reduzir os juros ainda no primeiro semestre deste ano, disse Guilherme Esquelbek, analista da Correparti Corretora.

Essa perspectiva tende a pressionar o dólar, que acumulou queda de 8,08% em 2023, a mais intensa baixa anual desde o tombo de 17,5% visto em 2016, em grande parte devido ao diferencial de juros elevado entre Brasil e EUA, mas também por percepção de melhora nas contas públicas domésticas e pela força do agronegócio na primeira metade do ano passado.

Segundo investidores do mercado, as perdas do real nesta terça eram limitadas pela alta no preço e commodities importantes, como petróleo e minério de ferro, após dados encorajadores sobre a indústria da China.

Na cena doméstica, “embora não esteja fazendo preço, o mercado naturalmente segue olhando para o nosso fiscal, com o governo tendo alguma oposição no Congresso neste sentido”, disse Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital.

Segundo ele, após o recesso parlamentar, o mercado deve acompanhar com cautela a tramitação da medida provisória de reoneração gradual da folha de pagamento, que precisa ser aprovada pelos parlamentares em até 120 dias após sua publicação no Diário Oficial.

Matéria: UOL Notícias

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo