Política

“Vergonhoso”, diz Silvio Almeida sobre pedido de impeachment


Renato Araujo/Câmara dos Deputados

O ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, classificou o pedido de impeachment contra ele, apresentado por parlamentares à presidência da Câmara dos Deputados, como “constrangedor e vergonhoso”. O chefe da pasta participa nesta terça-feira, 5, de uma audiência na na Comissão de Fiscalização e Controle (CFC) da Câmara dos Deputados .

“Trata-se de um pedido [de impeachment] constrangedor, para quem escreveu e assinou, não para mim. Assinou apenas por oposição política. Uma peça jurídica de quinta categoria, se fosse uma prova da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a pessoa que a fez não seria aprovada”, declarou Almeida.

Os deputados acusaram o ministro de crime de responsabilidade por custear, por meio do ministério, a viagem de Luciane Barbosa Faria, conhecida como “dama do tráfico”, para agendas em Brasília. O pedido de impeachment foi enviado ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), em novembro deste ano, assinado pelo deputado Rodrigo Valadares (União-SP).

No pedido de impeachment contra Silvio Almeida, enviado a Arthur Lira, o deputado Rodrigo Valadares defendeu que o custeio da viagem ocorreu em “prol do interesse do grupo criminoso representado” pela dama do tráfico. O ministério comandado por Almeida confirmou em 15 de novembro ter pagado uma das viagens de Luciane Barbosa para Brasília.

Em nota, afirmou que o pagamento foi feito para o encontro nacional do Comitês e Mecanismos de Prevenção e Combate à Tortura (CNPCT), realizado nos dias 6 e 7 de novembro. Luciana foi indicada pelo comitê estadual do Amazonas como representante da região para o evento. O dinheiro usado veio do orçamento próprio reservado ao CNPCT.

 

Matéria: O Antagonista

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