Política

Vice-líder de Tarcísio propõe CPI para investigar Fundação Padre Anchieta

Vice-líder do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Guto Zacarias (União Brasil) propôs, nesta quarta-feira (10), a criação de uma CPI para investigar supostas irregularidades na Fundação Padre Anchieta, que gere a TV Cultura.

Para que a CPI seja instalada, é necessário a assinatura de 32 deputados estaduais. O requerimento ainda teria que passar na frente de outras comissões de inquérito que foram protocoladas antes —algo que Guto diz ser possível por meio do convencimento dos líderes dos partidos e da decisão da Mesa Diretora.

“Recentemente, tivemos várias denúncias de irregularidades na gestão da fundação”, diz a justificativa da CPI. Segundo Guto, há suspeitas de mal uso do dinheiro público e irregularidades na eleição do conselho curador da entidade. Na justificativa da CPI, ele não detalha nenhuma delas, no entanto.

“Importante lembrar que a Fundação Padre Anchieta é mantida com recursos públicos, conforme consta em seu balanço, ou seja, é medida necessária garantir que esses recursos sejam utilizados de maneira eficiente e transparente, atendendo aos interesses da população e promovendo um serviço de qualidade”, diz ainda a justificativa.

A proposta de CPI ocorre no mesmo momento em que o governo Tarcísio avalia fazer cortes e reestruturar a fundação, o que, para alguns integrantes da entidade, está relacionado à guerra ideológica bolsonarista e à tentativa de ter ingerência sobre o conteúdo da TV Cultura.

Guto, no entanto, afirma que sua iniciativa não partiu da gestão Tarcísio e não é ideológica. “Eu não defendo o fechamento da TV Cultura e nem nada disso. O que agente quer é que o dinheiro público seja bem investido, com o menor gasto e a maior audiência e qualidade.”

Procurado pelo Painel, o vice-presidente da Fundação Padre Anchieta, Eneas Pereira, diz que há uma série de informações equivocadas levadas ao governador e rebateu as suspeitas listadas por Guto.

Segundo Rodrigues, a TV Cultura não é deficitária e é sustentada com 40% de recursos públicos e 60% de recursos próprios. Além disso, seu balanço anual passa por auditoria independente. “A eleição do conselho seguiu todas as normas do estatuto”, completa.

LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar cinco acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

Folha de São Paulo

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo