Política

Zema é convidado, mas não vai participar de agendas de Lula em Minas

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), confirmou que foi convidado, mas não estará presente nos compromissos do presidente Lula (PT) no estado nesta semana. O petista irá a Contagem na quinta-feira (27) e a Belo Horizonte e Juiz de Fora na sexta (28).

Zema, por meio de sua assessoria, afirmou que já tinha agenda marcada em cidades do norte do estado e irá junto do vice-governador, Matheus Simões (Novo). O governo estadual deve ser representado na visita presidencial por um secretário.

No início da semana, a emissoras de rádio, Zema se disse “surpreso” com a notícia da visita presidencial a Minas Gerais. Afirmou não ter sido informado, até aquele momento, sobre os eventos.

A última viagem de Lula a Minas, em abril, quando foi a Nova Lima, criou uma guerra de versões entre o governo federal e Zema. Na época, o mineiro alegou não ter sido convidado para participar dos eventos, enquanto o cerimonial da Presidência disse que entrou em contato com o gabinete do governador, que teria confirmado sua ausência.

Em março, Zema e seu vice acompanharam e discursaram em evento ao lado do presidente. O mineiro faz oposição ao governo federal e é cotado como presidenciável em 2026.

A visita desta semana do petista servirá para reforçar as principais pré-candidaturas do partido no estado e aliviar críticas de aliados locais.

Em Contagem e em Juiz de Fora, as respectivas prefeitas Marília Campos e Margarida Salomão concorrem à reeleição. Os dois municípios são os mais importantes governados pela legenda em Minas.

Em Belo Horizonte, Lula deve anunciar investimentos na cidade e no estado. O evento pode servir como reforço à pré-candidatura na capital mineira do deputado federal Rogério Correia, que ainda não recebeu declaração de apoio do presidente.

Correia patina nas pesquisas para as eleições deste ano, o que faz suscitar entre aliados no PSD a esperança de um eventual apoio do presidente ao atual prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD) –cuja pré-candidatura esbarra no desconhecimento da população.

O deputado federal, porém, trata como descartada a hipótese do presidente apoiar Noman e diz que o partido considera a disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte a sua principal no país, já que o PT apoiará Guilherme Boulos (PSOL) em São Paulo e Eduardo Paes (PSD) no Rio, os dois maiores colégios eleitorais do Brasil. Questionado, o prefeito de Belo Horizonte não respondeu, por meio de sua assessoria, se foi convidado para a agenda do presidente no município.

A viagem de Lula também terá como objetivo acalmar os ânimos com integrantes de partidos aliados, que reclamam de distanciamento do governo nas articulações e anúncios locais.

Em maio, o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), foi ao estado para anunciar uma parceria com o governo estadual na gestão do Hospital Regional de Divinópolis. Sem serem convidados para o encontro que formalizou o anúncio, os integrantes da base aliada do governo Lula deixaram clara sua insatisfação.

Desta vez, o presidente deve se reunir com deputados e outros representantes de partidos aliados.

Folha de São Paulo

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