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Brasil entra na mira da ONU sobre trabalho escravo

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A pressão internacional sobre o Brasil tende a aumentar nos próximos meses. Após o anúncio da proposta de sobretaxa de 12,5% dos Estados Unidos aos produtos brasileiros, por falhas no combate ao trabalho forçado, o país será alvo de um relatório da ONU a ser publicado em setembro, quando o Conselho de Direitos Humanos receberá o parecer final do relator sobre formas contemporâneas de escravidão, Tomoya Obokata.

Investigador independente, Obokata visitou o Brasil em agosto de 2025, apesar de apontar avanços legislativos e institucionais, o especialista expressou preocupação com os níveis de exploração laborais que afetam crianças e domésticas no país. Além disso, constatou gravidade no que se refere à exploração sexual e outras formas modernas de escravidão presentes no território brasileiro.

Entre as principais deficiências estruturais identificadas é a escassez de auditores-fiscais, cujo número no Brasil como a Radar mostrou mais cedo é menor do que a metade recomendada pela Organização Internacional do Trabalho, OIT. 

O fortalecimento da categoria é visto pelas entidades representativas como fundamental para assegurar o cumprimento das leis trabalhistas e impedir que o Brasil seja alvo de novas sanções e seja isolado no mercado global.

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