Política

‘Quero radicalizar no centro’, diz Aécio sobre possível pré-candidatura à presidência

O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, voltou a defender a construção de uma candidatura de centro para a disputa presidencial de 2026. Em entrevista ao programa VEJA em Foco, o deputado federal afirmou que o país caminha para mais uma eleição marcada pela polarização e disse não se conformar com a perspectiva de um novo embate entre os dois campos que hoje lideram as pesquisas.

“Hoje eu sou um ativista do centro, alguém que quer radicalizar no centro, que não se conforma com os equívocos do governo, que não quer mais quatro anos de PT no Brasil e que não consegue ainda compreender as propostas do outro extremo”, afirmou.

Embora seja citado por lideranças tucanas como possível candidato ao Palácio do Planalto, Aécio evitou confirmar uma pré-candidatura. Segundo ele, a prioridade neste momento é construir um projeto capaz de reunir forças políticas fora dos polos que dominam o debate nacional.

O tucano também comentou a pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta semana, que lhe atribuiu 3% das intenções de voto e registrou um índice elevado de rejeição. Aécio argumentou que ainda não está em campanha e afirmou ter se surpreendido ao ver seu nome incluído no levantamento ao lado de políticos que já se apresentam como pré-candidatos.

“Eu não preparei nem construí para mim um projeto presidencial”, disse. “Não estou buscando construir para mim uma candidatura presidencial. Quero construir um caminho para o Brasil.”

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Durante a entrevista, o presidente do PSDB relatou conversas com lideranças de diferentes partidos e citou um encontro recente com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa. Segundo ele, há uma convergência entre setores que buscam uma alternativa ao cenário atual.

Para Aécio, a disputa corre o risco de repetir a lógica do voto por rejeição. “Eu rejeito Lula, voto em Bolsonaro; eu rejeito Bolsonaro, voto em Lula”, resumiu. Na avaliação do tucano, uma candidatura de centro teria mais condições de dialogar com o eleitorado moderado e apresentar uma agenda voltada para reformas e pacificação política.

Ao justificar sua defesa de uma alternativa fora dos extremos, Aécio afirmou que não vê, entre os nomes hoje colocados na disputa, um projeto capaz de unir o país. “Os polos só interessam a eles próprios”, disse, ao argumentar que o Brasil precisa voltar a discutir propostas para o futuro em vez de permanecer preso à disputa entre adversários históricos.

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