Como o governo pode reverter ‘crise’ por classificação de PCC e CV como terroristas

Com a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas passando a valer a partir de hoje, o governo Lula já estuda caminhos para evitar que o episódio escale e se transforme em uma crise com a gestão de Donald Trump.
Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acreditam que ele e o presidente norte-americano encontrarão algum espaço na agenda para se reunirem durante a reunião da cúpula do G7, que acontece em menos de duas semanas na França.
Uma das possibilidades é que o petista sugira a intensificação da cooperação entre os países para combater o crime organizado. Isso, porém, não representará um sinal verde – em nenhuma hipótese – para a intervenção dos Estados Unidos em território brasileiro. É só um gesto de que há disposição em caminhar para a mesma direção.
Ainda que a medida seja preocupante pelo que pode acarretar, a aposta interna é que, pelo menos neste primeiro momento, ela é mais um gesto político e simbólico, sem nenhuma repercussão na prática.
Nos bastidores, ministros escalados por Lula já aceleraram a interlocução com autoridades norte-americanas para tentar ter uma leitura mais certeira sobre os efeitos imediatos da decisão.
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