Atriz israelense reflete: ‘Hollywood tem histórias ruins, mas não é meu caso’

Com atuações em Hollywood desde a infância, Odeya Rush (29) visitou o Brasil pela primeira vez para o lançamento do longa de terror Retiro Corporativo. E, como era de se esperar, ela se apaixonou pelo País! “Eu amei comer pão de queijo, é uma delícia! E adoro ouvir Anitta”, revela a atriz.
No longa, Odeya dá vida à namorada de um executivo, que durante uma viagem de trabalho, se vê entre a vida e a morte no meio de um violento ataque. “Não gosto de filmes de terror. Esse teve cenas muito sangrentas, algumas eu nem conseguia ler no roteiro! Adoraria dizer que conhecer o outro lado das gravações melhora a sensação, mas na verdade não. Quando via todo mundo caracterizado, coberto de sangue no set, era nojento”, admite. “O estigma com filmes de terror diminuiu. Estamos vendo os maiores atores do mundo atuando neles. O gênero pode ser feito de tantas maneiras que faz sentido que tenha chegado ao Oscar e ganhado respeito”, diz.
Nascida em Israel, Odeya falava apenas hebraico e russo, línguas dos seus pais, quando a família se mudou para os EUA. Na época, ela tinha 9 anos e se adaptou bem ao novo lar. Aos 13, já conquistou os primeiros papéis na TV em seriados como Law & Order: SVU e Curb Your Enthusiasm. “Não foi uma infância normal, mas eu tive sorte de morar em Nova Jersey e não em Los Angeles, onde tudo gira em torno dessa indústria. Eu estudava na escola pública e, de vez em quando, gravava um filme. Eu me sentia muito descolada, para falar a verdade. Não posso mentir!”, brinca ela. “Venho de uma família que não faz parte dessa indústria, mas todos me apoiaram. Todos da cidadezinha que eu venho têm orgulho de mim. Eu só consigo pensar em coisas positivas da minha experiência. Quando fui morar sozinha, eu já trabalhava e tinha meu dinheiro. Muita gente vai para a faculdade, acumula várias dívidas escolares, lutam para sobreviver e conquistar um espaço nesse mercado de trabalho tão complicado… precisam de um segundo emprego que nem tem a ver com o que queriam. Eu sei que existem muitas histórias ruins em Hollywood, mas não é o meu caso. Eu sempre amei o que faço e consegui começar minha história com total liberdade”, explica ela, que no começo da carreira também brilhou na moda e participou de campanhas de grifes como Polo Ralph Lauren, Gap e Tommy Hilfiger.
Apesar dos quase 20 anos de experiência em frente às câmeras, o grande sonho de Odeya é atuar por trás delas. “Eu comecei a dirigir antes mesmo de atuar. Tenho quatro irmãos mais novos, então eu já escrevia, dirigia e editava filmes caseiros com eles. Dirigi um curta quando tinha 18 anos, dirigi videoclipes. Foi sempre a minha maior paixão e também meu maior medo. Sinto que tem muito mais pressão do que atuar”, opina. “Ser atriz é muito mais simples para mim, você aparece, diz suas falas e vai embora. O diretor faz tudo, é dele toda a responsabilidade. Se o filme não for bom, cai em cima do diretor. Eu adoro o fato de que dirigir é um trabalho colaborativo. Eu estou num lugar complicado com a direção no momento. Quando você é jovem, parece simplesmente impressionante que você já tenha dirigido alguma coisa. Mas agora, com quase 30, eu sinto que preciso fazer algo realmente bom. Preciso tirar um tempo para fazer um filme. Eu devo isso a mim mesma desde que tinha 10 anos”, conclui Odeya.
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