As medidas do Rioprevidência para tentar sanar finanças após rombo do Master

O Rioprevidência vai passar a usar dinheiro do seu fundo administrativo, voltado a despesas de pessoas e de custeio, para pagar aposentados e pensionistas. Numa primeira etapa, informa a autarquia, será garantida a reversão de R$ 650 milhões em recursos excedentes. A medida, aprovada pela nova Diretoria Executiva no último dia 2, faz parte de um conjunto de ações para sanar as finanças da previdência do estado do Rio. Na gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL), o Rioprevidência investiu mais de R$ 3 bilhões no Banco Master.
Governador em exercício, Ricardo Couto tenta reaver parte desse dinheiro por meio de ações judiciais. Ele, no entanto, calcula que menos da metade do total dos aportes – ou cerca de R$ 1,4 bilhão – possa ser recuperado. Couto nomeou o procurador do estado Felipe Derbli para o comando do Rioprevidência com a missão de reconstruir a autarquia.
Pela regra adotada para o fundo administrativo, ao final de cada mês, os valores que superarem 150% das despesas da autarquia nos 12 meses anteriores serão redirecionados ao pagamento de aposentadorias e pensões. A expectativa é de, após os valores iniciais, reverter pelo menos mais R$ 100 milhões até o fim deste ano.
Derbli diz que a medida funcionará também como um mecanismo de limitação das despesas administrativas do Rioprevidência no futuro.
Investimentos menos arriscados
A diretoria também estabeleceu critérios mais conservadores, de curto prazo e maior liquidez, para investimentos com dinheiro do fundo administrativo. As medidas relacionadas a esses recursos serão submetidas ao Conselho de Administração. A sessão ordinária ocorrerá no final do mês.
O conselho já havia escolhido um novo diretor de investimentos para a autarquia. Selecionado de forma unânime, Márcio Ramos é servidor de carreira e defensor de medidas conservadoras. Derbli tem destacado o perfil “estritamente técnico” dos novos integrantes da gestão do fundo de aposentadorias do estado e o compromisso com a “transparência”.
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