O destino do ex-chefe interino do Rioprevidência após pressão do escândalo Master

Servidor concursado do Rioprevidência, o fundo de aposentadorias dos servidores do Rio de Janeiro, Nicholas Ribeiro da Costa Cardoso pediu licença depois de ter sido destituído da direção da autarquia a pedido do Ministério Público do estado em meio às investigações sobre aportes no Banco Master. Antes do afastamento, ele chegou a ser transferido para a comissão de licitação, mas a nova gestão entendeu que, dado o histórico, Nicholas não poderia continuar no setor e pediu a transferência dele para a gerência de recursos humanos, departamento onde são vinculados servidores que aguardam uma nova designação.
Nicholas foi diretor de administração e finanças, o setor responsável por deliberar sobre investimentos do fundo de aposentadorias, e chegou a acumular interinamente a presidência do órgão depois que Deivis Marcon Antunes, então chefe do Rioprevidência, entrou na mira da Polícia Federal por suspeita de corrupção no escândalo do Banco Master.
Em uma tentativa de conter a crise envolvendo as aplicações no banco de Daniel Vorcaro, o ex-governador Cláudio Castro (PL) nomeou o servidor de carreira para a diretoria. Nicholas foi destituído pelo desembargador Ricardo Couto, governador em exercício, após um alerta do Ministério Público.
O MP pediu o afastamento porque, mesmo após as operações suspeitas envolvendo o Banco Master, o Rioprevidência investiu R$ 118 milhões em fundos de investimentos geridos por instituições financeiras não cadastradas junto à autarquia.
O servidor integra os quadros do Rioprevidência desde 2013. A remuneração bruta dele é de R$ 25 mil ou R$ 16 mil em valores líquidos. Nicholas está de licença desde 29 de abril.
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