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Eleições 2026: Pesquisa mostra o efeito corrosivo do Master para Flávio Bolsonaro

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Há uma curiosa a convergência de expectativas no governo Lula, no Partido dos Trabalhadores e no Partido Liberal: todos torcem pela longevidade da candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência da República. Os planos eleitorais de Lula, do PT e do PL estão ajustados à permanência do candidato Bolsonaro na disputa.

Falta combinar com os eleitores. Uma parcela está em fuga, mostram diferentes pesquisas desde maio. É consequência da revelação do envolvimento do candidato do PL em negócios obscuros com o antigo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que está preso por fraudes financeiras bilionárias e negocia delação premiada.

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Flávio Bolsonaro se tornou novo campeão (56%) em rejeição eleitoral a pouco mais de três meses do primeiro turno, mostra pesquisa Quaest/Genial divulgada nesta quarta-feira (10/6).

Ele passou à frente de Lula (53%), líder até abril. Avança na direção dos dois terços de repúdio — patamar que já extrapolou (64%) entre os eleitores autodeclarados independentes.

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O Efeito Master produziu grave corrosão na candidatura de Flávio Bolsonaro. Sete em cada dez eleitores dizem suspeitar das conversas do candidato do PL com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

É expressivo (58%) o número dos que acham possível ele estar escondendo envolvimento ilegal no caso das fraudes financeiras — a mesma avaliação é feita por um em cada três eleitores autoidentificados como integrantes da direita “não bolsonarista”.  Ampla maioria (65%) está convencida do conhecimento de Flávio Bolsonaro sobre o envolvimento do ex-banqueiro Vorcaro em corrupção.

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O candidato admitiu o envio de mensagem, em novembro do ano passado, pedindo dinheiro ao então dono do Banco Master. Mencionou 134 milhões de reais, mas segundo a polícia já havia recebido ao menos 61 milhões de reais.

Vorcaro foi preso no dia seguinte a essa mensagem, enquanto o seu banco era liquidado. Um mês depois, Flávio Bolsonaro foi a São Paulo visitá-lo para cobrar o restante do dinheiro, contou recentemente o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Encontrou Vorcaro em prisão domiciliar e usando tornozeleira eletrônica.

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Ficou abalada a credibilidade do candidato do Partido Liberal. A certeza de que ele sabia da corrupção quando se envolveu em negócios obscuros com o antigo dono do Master predomina (65%) entre os eleitores independentes, assim como em parcela expressiva (37%) da direita “não bolsonarista” e, também, do eleitorado bolsonarista (29%).

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A vantagem de Flávio Bolsonaro, atualmente, se resume à região Sul. Nas últimas quatro semanas, ele assistiu ao crescimento do adversário Lula no Sudeste (de 31% para 37%), onde vivem quatro de cada dez eleitores.

A onda de choque do Master não só abalou a candidatura, como a deixou na dependência da investigação policial sobre as fraudes bilionárias. Por isso, sobram dúvidas em Brasília sobre o rumo da campanha de Flávio Bolsonaro.

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