Azarão vira opção menos problemática para acabar com crise sobre chapa do PL no Rio

Considerado o azarão entre os possíveis nomes para concorrer ao Senado pelo PL no Rio de Janeiro, o líder do PL na Casa, Carlos Portinho, se tornou a alternativa menos problemática para o partido acabar com a crise em torno da definição da chapa no estado.
Além dele, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, e o deputado Carlos Jordy desejam concorrer a uma cadeira na Casa comandada por Davi Alcolumbre.
Até semanas atrás, o nome de Portinho era praticamente descartado, em função da avaliação de Jair Bolsonaro de que ele não alcança o eleitorado mais radical.
A crise em torno da definição de um nome, fomentando disputas internas, fez com que o senador passasse a ter defensores dentro da legenda.
Esse grupo avalia que a escolha dele seria natural por já ser senador e concorrer à reeleição. Acrescenta que optar por ele pouparia Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à presidência da República, da batata quente de ter que escolher entre dois aliados da Câmara.
Ainda que não fale tão bem com o eleitorado radical, isso seria suprido pelo bom trânsito que Flávio e Douglas Ruas, pré-candidato do PL ao governo do Rio, tem com esses eleitores.
Em contrapartida, Portinho poderia atrair o apoio do eleitorado que se posiciona mais ao centro às postulações de Flávio e de Ruas.
Há ainda a leitura de que a escolha por Portinho dificultaria os caminhos de opositores para desidrata-lo. A aposta é que se Jordy ou Sóstenes fossem escalados, polêmicas em torno de seus nomes seriam resgatadas pelos adversários.
Havia a expectativa de que o martelo pudesse ser batido ainda nesta semana, mas parlamentares do PL admitem que isso pode levar mais algum tempo e se estender até as vésperas da convenção.
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