Indefinição de Flávio mantém PL em compasso de espera no Rio

O PL do Rio vive dias de expectativa enquanto aguarda uma definição do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do partido à presidência, sobre quem vai substituir o ex-governador Cláudio Castro na corrida ao Senado.
Castro abandonou os planos de disputar uma cadeira no Congresso depois de ser alvo de duas operações da Polícia Federal, o que embaralhou o tabuleiro eleitoral fluminense. Desde então, lideranças do partido passaram a disputar espaço nos bastidores, mas ninguém quer avançar sem o aval da família Bolsonaro.
Segundo um cacique da legenda ouvido por VEJA, a definição está nas mãos de Flávio e do ex-presidente Jair Bolsonaro. “É o jeito Bolsonaro de fazer política”, resume o político, em referência ao hábito da família de centralizar as principais decisões eleitorais. Um acordo com Valdemar Costa Neto, presidente do PL, delegou ao ex-presidente a composição das chapas estaduais.
Enquanto a escolha não vem, interessados evitam movimentos mais explícitos para não criar atritos internos. A avaliação é a de que qualquer articulação mais agressiva antes da palavra final de Flávio e do pai corre o risco de ser interpretada como afronta.
Três nomes despontam como os mais cotados para herdar a vaga. O senador Carlos Portinho é visto como um quadro de boa interlocução dentro do partido. O principal obstáculo, segundo dirigentes, é a dúvida sobre sua densidade eleitoral. Portinho chegou ao Senado como suplente de Arolde de Oliveira e nunca disputou uma eleição majoritária em nome próprio.
Outro nome lembrado é o do deputado federal Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara. Com forte inserção junto ao eleitorado evangélico, ele tem atuado como conselheiro de Flávio Bolsonaro na preparação da estratégia para 2026 e reúne apoios importantes dentro da bancada do PL.
Completa a lista o deputado federal Carlos Jordy, o nome mais alinhado ao núcleo bolsonarista. Jordy mantém forte identificação com a base ideológica do ex-presidente Jair Bolsonaro e é visto por aliados como alguém capaz de mobilizar o eleitorado mais fiel ao bolsonarismo.
Havia a expectativa de que o martelo pudesse ser batido nesta semana, mas a decisão não foi tomada. O Rio é considerado um palanque importante não apenas pela densidade eleitoral, mas também por ser o berço do bolsonarismo.
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