Política

Eremildo, o idiota, não entende a negociação da delação de Vorcaro

Eremildo é um idiota e está convencido de que as russas e ucranianas levadas para as farofas do banqueiro Daniel Vorcaro eram estudiosas do direito. O que o cretino não entende é a fogueira de vaidades em que se transformou o processo de sua colaboração com a Viúva.

Pelo que lhe contam, Vorcaro se julga inocente, vítima de uma perseguição. É possível, nesse caso, nada há a negociar. Ele espera o julgamento. Se for absolvido, vai pra casa. Condenado, rala.

Aventureiros e larápios

Está chegando às livrarias “Aventureiros e Larápios – Histórias de Quem Abalou Ou Quase Quebrou Os Mercados”, de Roberto Teixeira da Costa e Fábio Pahim Jr. Um conhece o mercado e foi o primeiro presidente da Comissão de Valores Mobiliários e o outro é um repórter com larga experiência no mercado.

É um livrinho pequeno (202 páginas) com a história de 15 figuras e um manual para quem tem dinheiro a perder (ou a ganhar). Seis personagens são brasileiros: o Barão de Mauá, Naji Nahas, Edemar Cid Ferreira, Eike Batista, Carlos Ghosn e Daniel Vorcaro.

Nem todos, como Mauá, são simples aventureiros/visionários, muito menos larápios. Outros, como Elizabeth Holmes, da empresa de exames médicos Theranos (encarcerada), são vigaristas que espelharam a ganância do andar de cima do mundo da tecnologia. Com o capítulo de Jesse Livermore (matou-se), visita-se a crise de 1929, e com o de Bernard Madoff, a reencarnação de Charles Ponzi, que ralou na cadeia e morreu no Rio, aposentado pelo falecido IAPC.

Nenhum conseguiu eleger o filho John presidente dos Estados Unidos, como o fauno germanófilo Joseph Kennedy. Todos deixaram marcas na economia e/ou na política de seus países.

Cada um deles teve ao seu lado uma versão da Faria Lima.

EUA e Argentina

Com jeito de quem não quer nada, a Argentina e os Estados Unidos assinaram um convênio com duração de cinco anos pelo qual as Marinhas dos dois países estreitaram seus laços. A Marinha americana colaborará na modernização da argentina, inclusive com o fornecimento de drones.

O convênio faz parte de um “Programa de Proteção a Bens Comuns Globais” e permitirá que o Comando Sul dos EUA participe do patrulhamento do mar argentino.

A oposição argentina não gostou. Incomodou-se com a expressão “bens comuns globais”.


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Folha de São Paulo

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