Esporte

Estreia de Cabo Verde na Copa tem agitação e torcedor com insônia

Na chegada do tecnológico Mercedes Benz Stadium, batuques e torcedores vestidos de azul dominavam a paisagem. Com gritos de “uh uh uh ah” e “é tubarão”, cabo-verdianos festejavam sua estreia na Copa do Mundo.

A primeira partida do país africano em Mundiais acontece nesta segunda (15), às 13h, contra a Espanha, em Atlanta.

Para alguns dos torcedores dos Tubarões Azuis, como a seleção é conhecida, a sensação de participar pela primeira vez de uma Copa do Mundo tirou o sono na véspera do jogo. É o caso da família de Lucas Tubarão, 45, e Solange Dias, 40. “Não consegui dormir”, diz ele. “Acordamos às 4h nervosos”, completa ela.

Enfrentar um dos favoritos ao título assusta, afirmam eles, mas é preciso, diz Lucas. “É Copa do Mundo, você vai ter times fortes. É só não tomar uma goleada que está bom.”

Cabo-verdianos, os dois vivem em Massachusetts há 15 anos e decidiram assistir ao jogo. “A emoção está lá em cima. Nunca imaginei que o Cabo Verde estaria na Copa e estamos aqui.”

O casal levou o filho Samaris, 6, que estava animado para assistir ao jogo, mas os pais contaram que ele também é fã de Lamine Yamal, estrela da Espanha, que deve começar o jogo no banco de reservas.

Na torcida pela Espanha, Ignacio Abascal viajou de Miami a Atlanta com o filho para assistir à sua primeira Copa do Mundo e não esconde o entusiasmo. “Decidimos vir porque acreditamos que este pode ser novamente o nosso ano”, afirma o espanhol.

Para ele, o favoritismo atribuído à seleção ajuda a alimentar as expectativas dos torcedores. “Normalmente, na Espanha, achamos que não somos bons o suficiente. Mas quando todo mundo fala que você é um dos grandes candidatos ao título, isso motiva.”

Apesar da confiança, Abascal admite uma preocupação. “A Espanha é um grande time, todos conhecem a forma como joga. Mas ter alguém como Lamine é diferente. Não estamos acostumados a ter uma das maiores estrelas do futebol mundial”, afirmou. “Se ele estiver 100%, temos muitas opções. Sem ele, acho que faremos uma boa Copa, mas ganhar será mais difícil.”


Esporte / Folha de São Paulo

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