Refúgio de icônico estilista combinava luxo discreto, natureza exuberante e tranquilidade no campo

Cercado por um fosso, quatro torres históricas e jardins exuberantes, o Château du Jonchet foi muito mais do que uma residência para Hubert de Givenchy (1927-2018).
No interior da França, o icônico estilista encontrou um refúgio onde trocava o glamour de Paris pela tranquilidade do campo, em uma propriedade que refletia sua visão de beleza, conforto e equilíbrio.
Adquirido na década de 1970, o imóvel tornou-se um dos lugares mais especiais da vida do criador. Longe da movimentação da capital francesa, o castelo servia como espaço de descanso, inspiração e convivência com familiares, amigos e seus inseparáveis cães.
Com características raras e forte valor histórico, propriedades francesas semelhantes costumam alcançar cifras próximas de R$ 200 milhões no mercado imobiliário de luxo.
Leia também: Aos 55 anos, César Tralli exibe detalhe discreto de seu novo refúgio no Rio de Janeiro
Um castelo cercado por história
Construída no século XVI, a propriedade impressionava pela arquitetura clássica e pela preservação de elementos históricos que atravessaram gerações. Com seu charme atemporal, o castelo tornou-se um dos endereços mais emblemáticos ligados ao universo da moda.
Apesar da imponência, Givenchy buscou criar uma atmosfera acolhedora. O estilista costumava descrever a residência como um lugar dedicado aos prazeres simples da vida, onde podia ler, desenhar, caminhar pelos jardins e desfrutar da tranquilidade do campo francês.
Sofisticação sem excessos
Ao contrário de sua residência parisiense, conhecida pela coleção de antiguidades raras, o refúgio rural seguia uma proposta mais leve e relaxada. Os ambientes foram decorados com tons neutros, tecidos naturais e móveis cuidadosamente selecionados.
Um dos traços mais marcantes da casa era a repetição de tecidos nos quartos, utilizados em cortinas, camas e estofados. A escolha tinha um significado afetivo para o estilista, que reproduzia uma tradição familiar que remetia às lembranças da infância.
Nas áreas sociais, a elegância aparecia de forma discreta. Sofás revestidos em linho branco, tapetes de sisal e peças de design escultural criavam ambientes sofisticados sem abrir mão do conforto.

Arte e personalidade em cada detalhe
A residência também reunia obras e objetos especiais. Entre eles estava uma rara criação do artista Diego Giacometti, grande amigo de Givenchy. Uma das peças mais simbólicas era uma lanterna que permaneceu em sua versão original após a morte do artista, tornando-se uma lembrança valiosa preservada pelo estilista.
Cada ambiente refletia a personalidade refinada do proprietário, que acreditava que uma casa deveria transmitir serenidade e acolhimento antes de impressionar pela ostentação.
Jardins exuberantes e hospitalidade
Os jardins cuidadosamente planejados eram um dos grandes destaques da propriedade. Integrados à paisagem natural da região, eles reforçavam a sensação de paz que Givenchy tanto valorizava.
A hospitalidade também fazia parte da essência do local. Uma das torres foi transformada em um espaço exclusivo para hóspedes, permitindo que amigos e familiares desfrutassem da mesma atmosfera tranquila que encantava o estilista.
Anos após sua morte, o Château du Jonchet continua sendo lembrado como uma das propriedades mais elegantes associadas ao universo da moda. Mais do que um castelo histórico, o local permanece como um retrato da sensibilidade estética, da discrição e do estilo de vida refinado que marcaram a trajetória de Hubert de Givenchy.
+Siga o canal da CARAS Brasil no Instagram e receba as principais notícias dos famosos em tempo real: Clique aqui para seguir!



