Flávio prepara plano para mulheres com foco em proteção e autonomia financeira

Após lançar um programa sobre segurança pública com algumas medidas direcionadas às mulheres, o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) prepara para os próximos dias mais um plano, desta vez totalmente voltado ao público feminino.
É entre as mulheres que o senador registra maior dificuldade eleitoral, um dado que se tornou ainda mais preocupante para sua campanha depois dos vídeos em tom duro contra ele, divulgados nesta semana pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
As propostas vêm sendo centralizadas na campanha por Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e cotada para ser parte de sua equipe econômica, caso o senador seja eleito.
Na próxima quarta-feira (1º) lideranças políticas da direita participarão de uma reunião da pré-campanha de Flávio em Brasília para ouvir as propostas e apresentar sugestões. Também deve haver uma discussão de como ajudar na divulgação dos pontos ali presentes.
Devem participar, entre outras, as senadoras Tereza Cristina (PP-MS) e Damares Alves (Republicanos-DF) e as deputadas federais Bia Kicis (PL-DF) e Simone Marquetto (PP-SP), entre outras.
A ideia é lançar o programa, por enquanto sem nome, ainda no mês de julho. Os detalhes estão sendo definidos, mas terá três eixos: proteção, oportunidades e cuidado.
O objetivo é que o documento contenha medidas para evitar que as mulheres sofram violência física de homens, o que passa por elas terem independência financeira. O raciocínio é que sem autonomia econômica, não é possível se ver livre de eventuais abusadores. Medidas na área do empreendedorismo estão sendo estudadas.
Também haverá uma seção sobre a chamada economia do cuidado, que recai desproporcionalmente sobre as mulheres e inclui trabalhos domésticos e proteção a parentes. Uma estimativa na qual a pré-campanha de Flávio se baseia é de que hoje a economia de cuidado representa 8,5% do PIB.
A campanha de Flávio vê o programa para as mulheres como um passo adiante com relação a algumas propostas do plano sobre segurança, que continha, entre outros pontos, a expansão do uso de tornozeleiras por homens agressores e assediadores e a castração química para estupradores.
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Folha de São Paulo



