Multinacional de US$ 1 bi será 1ª no Distrito de IA de Goiás

DI.IA
DI.IA pretende atrair empresas de tecnologia, fortalecer pesquisas em IA e consolidar Goiás como referência nacional no setor
Com atuação em sete países, a multinacional será a primeira empresa a integrar o Distrito de IA (Foto: Freepik)
A multinacional brasileira Semantix, especializada em dados, analytics e inteligência artificial, pode ser a primeira empresa a se instalar no Distrito de Inovação e Inteligência Artificial de Goiás (DI.IA), lançado nesta terça-feira (30) pelo governador Daniel Vilela (MDB). Avaliada em cerca de US$ 1 bilhão quando foi listada na Nasdaq, em 2022, a companhia assinou um memorando de entendimento com o governo estadual para fazer parte do novo ecossistema tecnológico que receberá investimentos superiores a R$ 300 milhões.
O documento representa uma etapa preliminar de aproximação institucional, voltada à avaliação de oportunidades de investimento, desenvolvimento de soluções em inteligência artificial e eventual participação nas iniciativas de inovação previstas pelo projeto.
O complexo DI.IA, planejado para concentrar corporações de tecnologia, instituições de ensino superior, centros de estudo e startups, consistirá em um ambiente colaborativo focado na criação de ferramentas de IA, com a previsão do governo local de que novos negócios migrem para o polo durante sua estruturação. A intenção é que Goiás seja um produtor de tecnologia baseada em Inteligência artificial e não apenas consumidor dessas ferramentas.

Semantix
A Semantix é uma empresa de tecnologia com cerca de 16 anos de atuação no mercado, especializada no desenvolvimento de soluções em inteligência artificial e gestão de dados para o ambiente corporativo. A companhia atua na estruturação e integração de grandes volumes de informação, com objetivo de transformar dados em sistemas inteligentes capazes de apoiar decisões e automatizar processos. Sua atuação vai desde a construção de infraestrutura tecnológica até a aplicação prática de IA em operações empresariais, conectando análise de dados, automação e inovação em diferentes setores da economia.
Polo nacional de IA
No lançamento, Daniel Vilela destacou o cenário positivo para transformar a região em um polo nacional do setor. “Temos uma grande janela de oportunidade para consolidar Goiás e Goiânia como o hub de inteligência artificial do Brasil e da América Latina”, disse.
De acordo com o governador, a presença do Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia-UFG), que conta com mais de 1 mil especialistas, desponta como o principal diferencial competitivo do local. O projeto visa estreitar os laços entre a comunidade acadêmica e o setor corporativo, que busca gerar inovações tecnológicas na região.
“O Ceia é o grande chamariz do Distrito de Inovação. A ideia é que, através da força do centro, as empresas que buscam desenvolver soluções em inteligência artificial venham também para o nosso distrito”, afirmou.
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Critérios de adesão e incentivos
José Frederico, titular da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, revelou que novos empreendimentos já estão em tratativas para se fixarem no local, detalhando que a ocupação dos espaços ocorrerá via editais e termos de cooperação.
Para fazer parte do projeto, as organizações precisarão se comprometer com atividades de pesquisa e registrar sua atuação fiscal no estado. “A gente quer fomentar, principalmente, empresas que queiram trazer inovação para cá, pesquisa e desenvolvimento. Não é só chegar aqui e fazer qualquer coisa; tem que trazer também o seu CNPJ para Goiás”, afirmou.
Apoio a projetos científicos
O secretário também pontuou que o governo não injetará capital diretamente nas corporações instaladas. Em vez disso, o suporte estadual se dará por meio de fomento a projetos científicos específicos e na articulação para atrair aportes de fundos de venture capital voltados ao segmento tecnológico.
Com presença consolidada em sete nações, a Semantix figura entre as maiores referências do Brasil no mercado de dados e inteligência artificial. A multinacional cria sistemas personalizados para áreas como agronegócio, finanças, comércio, saúde e manufatura, tendo ganhado projeção global ao abrir capital na bolsa de tecnologia americana Nasdaq há quatro anos com um valuation bilionário.
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