Goiano gastou 1 ingresso para ver todos os jogos do Brasil

NO PRECINHO
Para o goiano Frederico Borges, buscar a sexta estrela é uma questão presencial
Fred, à direita, com representante do MVA, nos Estados Unidos (Foto: Arquivo Pessoal)
Torcer pelo hexa do Brasil na Copa do Mundo é quase uma obrigação, no melhor sentido da palavra. Seja pela televisão, na casa de amigos, na empresa ou, por que não, no estádio? Para o goiano Frederico Borges, buscar a sexta estrela é uma questão presencial.
Frederico, criador do perfil “Em busca da sexta“, conseguiu comprar o pacote para assistir os oito jogos do Brasil na Copa, caso o a seleção avance até a decisão. Morador de San Francisco, na Califórnia, desde 2016, e torcedor fanático do Goiás Esporte Clube, ele já assistiu as quatro partida do time canarinho do mundial, desde a estreia contra Marrocos, em Nova Jersey, até a classificação épica diante do Japão pela fase 16 avos de final.
Integrante da Força Jovem Goiás (FJG), ele conta que comprou o pacote com todos os ingressos por meio de uma iniciativa do MVA, o Movimento Verde e Amarelo. “Esse ano eles tiveram a ideia de reunir representantes de torcida organizadas para ter um grupo experiente com arquibancada. Eu represento a FJG”, relata Fred.

O investimento
Segundo o torcedor, que vem percorrendo os Estados Unidos de carro para acompanhar a seleção brasileira, história que o Mais Goiás Esporte já contou e você confere clicando aqui, cada jogo custou US$ 60, ou seja, aproximadamente R$ 350 (R$ 347,76 por partida). O investimento total, só nos bilhetes, foi de R$ 2.782,08, pagos por ele no Pix para o MVA. “Caso o Brasil seja eliminado, eles devolvem o valor dos jogos restantes e 10% ficam na plataforma da Fifa”, afirma.
Levando em conta que cada ingresso, se comprado no dia do jogo no estádio, pode custar até US$ 4 mil, ou seja, quase R$ 20 mil dependendo do setor, Frederico conseguiu economizar R$ 157 mil com a iniciativa do MVA. Ele recebe o ingresso digital por meio de um aplicativo um dia antes de cada partida.
O goiano conta que o movimento conseguiu reunir mais de 40 torcidas organizadas de clubes brasileiros, inclusive rivais, e que todos seguem juntos para os jogos unidos e de forma respeitosa, com um único propósito: empurrar a plenos pulmões nas arquibancadas a seleção brasileira até o sexto título.

O objetivo do movimento de torcidas, que conta com MVA e Torcida Canarinho, é expandir a influência sobre os torcedores brasileiros quando o assunto é seleção brasileira em Copas do Mundo. Frederico conta ainda que o movimento não reúne apenas as organizadas. “Na bateria por exemplo tem gente de escola de samba de São Paulo, outro do Olodum”, pontua.
Para entrar nos estádios, o movimento passa por um rigoroso controle da Fifa para entrada de instrumentos musicais, faixas, adereços e bandeirões. Absolutamente tudo precisa ser documento via ofício com antecedência à entidade. Frederico diz que está entusiasmado com o que viu até agora da seleção em campo.

“A gente está bem mais confiante. Contra o Japão tivemos muita posse de bola, a seleção soube sofrer, ganhamos bem e a confiança aumentou bastante. Agora vamos buscar contra a Noruega, talvez depois a Inglaterra, quem sabe, pelo chaveamento, a Argentina, e, quem sabe, a França na final”, vislumbra.
O próximo desafio da seleção é contra os noruegueses, em Nova Jersey, no MetLife Stadium, às 17h, pelo horário de Brasília, pelas oitavas de final da Copa do Mundo.



