Aos 27 anos, apresentadora enfrenta nova crise de doença e médica alerta: “Vai e volta”

A rotina intensa de Virginia Fonseca voltou a ser assunto entre os seguidores, mas desta vez por um motivo relacionado à saúde. Aos 27 anos, a influenciadora revelou estar enfrentando um novo episódio de alopecia areata, condição que afeta diretamente o crescimento capilar e pode provocar falhas visíveis no couro cabeludo.
A empresária contou que já havia tratado o problema anteriormente e conseguido controlar o quadro. No entanto, após perceber novos sinais de queda em áreas específicas da cabeça, decidiu retomar o acompanhamento médico.
O relato reacendeu discussões sobre uma dúvida bastante comum entre pacientes: afinal, por que a alopecia pode melhorar e, mesmo assim, voltar depois de meses ou até anos?
Alopecia areata pode entrar em remissão e reaparecer
A alopecia areata é considerada uma doença autoimune. Na prática, isso significa que o próprio sistema imunológico passa a atacar estruturas saudáveis do organismo. Nesse caso, os alvos são os folículos capilares, responsáveis pelo nascimento e crescimento dos fios.
Esse processo inflamatório interrompe o ciclo natural do cabelo e favorece a queda, geralmente formando falhas arredondadas no couro cabeludo.
Segundo a tricologista Marcia Dertkigil, uma das maiores dificuldades para quem convive com a condição é justamente lidar com sua imprevisibilidade. “A alopecia areata é uma condição crônica, que pode entrar em remissão e depois voltar. Isso acontece porque o organismo continua com essa predisposição autoimune, mesmo quando o cabelo cresce novamente”, explica.
Essa característica ajuda a explicar por que muitos pacientes acreditam, inicialmente, que a doença desapareceu por completo, quando na verdade ela pode apenas estar em uma fase de controle. “Não significa que o tratamento não funcionou. Significa que a doença pode ser reativada diante de gatilhos específicos”, afirma.
Entre os fatores mais associados às crises estão estresse emocional intenso, alterações hormonais, infecções e até períodos de grande desgaste físico. Em muitos casos, um momento de sobrecarga acaba funcionando como gatilho para o retorno do quadro.
“Situações de estresse intenso são muito associadas às crises. O corpo entende aquele momento como uma ameaça e pode reagir ativando o processo inflamatório”, explica Dra. Marcia.
Tratamento precoce ajuda a controlar progressão da doença
Embora a alopecia areata ainda não tenha cura definitiva, a medicina avançou significativamente no controle da condição. Hoje, existem abordagens capazes de reduzir a inflamação e favorecer a recuperação dos fios.
A especialista explica que o tratamento precisa ser individualizado, já que cada paciente pode responder de forma diferente. “Hoje contamos com tratamentos eficazes para reduzir a inflamação e estimular o crescimento dos fios. Corticoides, terapias injetáveis no couro cabeludo e outras abordagens são bastante utilizadas, sempre de forma individualizada”, detalha a médica.
Nos últimos anos, uma nova classe de medicamentos passou a chamar atenção entre especialistas: os inibidores de JAK. Esses tratamentos vêm mostrando resultados promissores em casos de alopecia autoimune, com respostas consistentes e menos efeitos colaterais em comparação a abordagens mais antigas.
Outro ponto considerado essencial é a rapidez no diagnóstico. Quanto antes o quadro for identificado, maiores tendem a ser as chances de impedir a progressão das falhas.
“Quanto antes o paciente inicia o tratamento, maiores são as chances de recuperação rápida dos fios e de evitar a progressão das falhas”, orienta.
Mas o tratamento vai além da medicação. Em muitos casos, médicos também recomendam uma abordagem multidisciplinar, incluindo manejo do estresse, acompanhamento psicológico e mudanças de rotina.
Isso acontece porque o impacto da alopecia não costuma ser apenas físico. “A alopecia mexe muito com a autoestima. Por isso, o acompanhamento deve olhar para o paciente de forma integral, não só o couro cabeludo, mas também o emocional”, conclui.
No caso de Virginia, o novo episódio trouxe novamente visibilidade para uma condição que afeta milhares de pessoas, mas que ainda é cercada por dúvidas e inseguranças. O caso da influenciadora também reforça um alerta importante: mesmo quando há melhora aparente, doenças autoimunes podem exigir acompanhamento contínuo.
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